Olhos de dentre

Ontem sonhei um sonho sem lua, onde o que iluminava era o escuro de uns olhos que eu havia esquecido, e desse preto da desmemoria, eu lembrei das lembranças de uma outra vida que eu havia vivido antes de todos meus sonhos com lua.

Daqueles olhos de dentro, olhando o que era minha vida, olvidei-me de tudo de antes e do resto que ainda me seria; no entanto de tanta confiança de este segundo que escrevo, me lembrei que tive tantos outros sonhos mesmo antes de té-los vividos.

Assim, de meu escuro de dentre, olhei-me bem por perto – silente – e vi que o que eu havia visto, era tudo que eu já havia morrido.

Ensueño sobre lo humano

… y soñé: el bicho dentro de mí abrazó aquel cansancio, el vértigo humano frente de la muerte, el fin de lo que esperamos infinito, y no era; y pensar que habíamos aceptado vivir silenciosamente, aceptando lo que alrededor nos silenciaba; y pensar que dentre de nuestra memoria recordábamos los tiempos donde sobrevivir era el único verbo que conocíamos, manos a la boca, pies sobre el suelo, el ojo en la distancia, luchábamos contra el universo, convertido en ventiscas y tormentas, en secas e incendios, eran los animales que nos cazaban, entre el descuido y la ferocidad de sus naturalezas, eran las flores quienes decoraban nuestros paisajes, inmensas artes de florestas o praderas, montañas que simulaban el paraíso lunar; eran tiempos de heridas que mataban en desangres, y el amor era una rueda entorno al fuego, o el amor era la travesía lateral sobre un río creciente; recordé en mis adentros, y las manos eran tan duras que quebraban los gajos sobre nuestras cabezas, caídos sobre nuestros caminos, o la fruta colgada a la puerta de la boca, en la ventana de los dientes cayendo delirante al final de nuestras hambres, era la sonrisa del satisfeito, a veces gulosos, devastadores de campos y desiertos; las manos eran para agarrar el fuego, necesario para entender el interior de las cavernas donde vivían las palabras, allí donde se ocultaban misteriosas y temerosas las emociones más renombradas, las pasiones aún no descifradas, ensueños de otras vidas propias por nosotros imaginadas; las mismas manos de sostener la noche apagada, entre el insomnio y las fantasías de un futuro inexistente; aquellas manos escalaban todos los topos, de rocas indelebles e infinitas, de árboles de copas increíbles, y desde ese interminable destierro de gravedades observaban el único futuro que existía, el de un nuevo lugar con sombras y más verdes; mismas manos que luchaban por salvarse de la muerte, por ellas mismas luchaban y mataban contra nos mismos; y en el pecho no se colgaban medallas, apenas se repartía el ancho y largo de una respiración más profunda, más rellena de esperanza de aquel sol que calentaba, más de la lluvia que nos mojaba, o de los astros que nos guiaban, en el pecho apenas la caricia de alguien que nos acompañaba entre el enmarañado de ser y el descubrir lo que todavía no éramos, en ese pecho cobijábamos menos calumnias, menos del miedo, menos estrategias para los sentidos, ninguna expectativa después de este instante, en el pecho no anidábamos palabras, apenas un suspiro, el gozo del sexo, el grito del miedo, el aura de un beso, apenas o eco de un sueño, el estertor de último aliento;  no eran épocas del pensamiento, no habían aún voz para el desaliento, ni para el merecimiento, ni para el encantamiento, éramos por ser, siendo; y nuestros pasos, el peso del pie, la pierna, y el destino de las pequeñas elecciones en las bifurcaciones, prescindíamos del derecho o izquierdo, apenas de un lado y del otro, entorno o por dentro, arriba queriendo ser debajo, o debajo creciéndonos hacia el firmamento, así eran los pasos, cuatro apoyos de pies y manos, la vista atenta, apenas lo de ocurrir y permitirse o deleitarse con alejarse del acontecimiento, eran pasos con huellas que olvidábamos, huellas que eran apenas el abrazo de nuestras plantas y las plantas dormidas en el pasar del tiempo, pasos que iban y volteaban en espirales sin consecuencias terrenales no fuese aquella que el de pisada efímera sobre la hierba mojada, las mismas pisadas que diseñaban caminos en la arena húmeda que el mar amigo borraba poco a poco con sus lengüetadas, eran pies para caminar la vida, paso a paso, apenas caminando un camino, sin el destino de guardarse los caminos en fotografías y lembranças; era el tiempo del grito abriéndose paso dentro del eco de un bosque para espantar otros animales, el grito crudo para espantar los espantos de una soledad sin nombres, una soledad sin poesía, sin amores para abrazarle la mano en esta caminada, soledad de mañanas, tardes, noches, madrugadas, soledad apenas masticada por el trino de la pajarada, por el susurro del río cayendo en la cascada, por el murmullo cri-cri de invisibles bichitos, el latir de un perro aullador en la inmensidad de la quietud nocturna, y no había el tiempo dibujando un final para este sueño, ni para el presentimiento, ni para el resentimiento, y no había el verbo para describir esto que sueño, ni palabras para usted leer esto que siento, apenas viendo por dentro: el sueño.

A metamorfose do peixe

Um dia qualquer, Gregório Samsa, acordou transformado num brilhante, prateado e liberto peixe. Ao começo, achando que tudo aquilo era um sonho, não percebeu que era de extremadamente urgência cair na agua. Gregório Samsa, como qualquer outro humano, não acreditou nele mesmo, e ali, ao pé da cama, morreu.

Gregório Samsa era eu mesmo, acordando de um sonho que podia ter sido meu ou que nunca aconteceu.

Diante daquela sequidade mortífera, eu acreditei em tudo aquilo e em mim, e dei um pulo magnífico: eu cai num copo d´agua.

Era um líquido aquoso, transparente, inodoro, sem-sabor e mais do que suficiente para sobreviver.

Gregório Samsa ou eu, descobrimos que era o justo necessário para viver: nadar livre na onda sem fim; tinha a luz infinita que atravessava o vidro e o mar; haviam todos as figuras possíveis que fossem possíveis imaginar: todas.

Gregório Samsa imaginou uma barata. Eu sonhei um pescador. Gregório queria uma bailarina, e eu um despertador. Gregório desejava mais que sete ondas de mar, e eu uma paz com orvalho, e grama verdinha, e areia finíssima, vários coqueiros, e um abacateiro, e uma página branca para escrever. Gregório queria dormir, e eu que ele voltasse sonhar que era eu.

A primeira onda era mansa como uma carícia, como um dengo, como um piscar. Ele sorriu da sua potência para se consagrar, e eu, abri os braços-aletas e deixei que agua viesse me inundar.

A segunda onda apareceu sem avisar. Chamou pelas costas e nos abraçou. Gregório Samsa desacreditou, e quase o peguei no fundo do copo d´mar.

Entre essa onda e a terceira, levei uma bronca do resgatado, pois não se brinca de vida e morte na vida real. Se vive e se morre, é tudo um simples piscar. Entre verbo e ato, eu vi o sol se arrastar e um terrível despertador avisar: era o começo de tudo e fim do que estava por começar.

A quarta onda nos pediu licença. Eu dei trezentas voltas em torno de mim. Cada vez eu sonhei este sonho maluco e cada vez houve um distinto despertar. Num dele o Gregório Samsa chorava por mim. Eu estava inerte, e sem fala, sem direito ao sonho e seu despertar. Ele chorava e suas lágrimas iam caindo sobre mim, mas eu não conseguia acordar. Estava morto nessa volta da vida. Mas era só o principio de um sonho de trezentas voltas entorno de mim, e eu não tinha medo de vê-lo chorar.

Eu disse ao Gregório Samsa, tem sempre uma nova onda, uma quinta mais forte capaz de tudo desequilibrar.  E não foi, que o desejo dele era mais real que o nosso sonho comum, de peixe brilhante, prateado e liberto num copo d´agua de mar? Então mergulhamos naquela que era impossível de pular, impossível de sossegar. Era necessário um novo tombo, desta vez quase sem fôlego e quase já sem acreditar.

Gregório Samsa acordou à beira do mar. Sentiu o orvalho, a grama verdinha acariciando a mão, areia finíssima, uns coqueiros, abacateiros e minha mão. Eu imaginei a sexta onda em forma de redemoinho, e a vida no meio correndo perigo. Gregório era o náufrago de mim mesmo, e eu o destino sem rumo daquilo que ele não tinha vivido.

Gregório Samsa desejava suas sete ondas, e essa última bateu só de levinho nos pés estendidos, o corpo inerte e sem fala, sem direito ao sono e ao seu despertar.

Ele pensava que aquilo era somente um sonho. A vida num copo sem vidro e nem beira. Um sonho sem despertadores nem rumos divinos. Eu era um peixe prateado, brilhante, liberto. Gregório Samsa meu espelho de orvalho.

Um copo d´agua num vidro. A vida atravessando na luz o destino.

 

O sonho do lápis verde

Tinha um prédio abandonado. Quase um colapso pediam suas paredes resistentes. Paus apuntalando suas velhas paredes. Uma imagem habanera do desastre humano-arquitetônico que reside em mim.

Eu insistia em ficar. Atravessar aquelas pontes improvisadas de madeiras sobre o abismo de mais de vinte andares. Entre aquelas paredes que desejavam a queda, e a minha morte.

Ouvia umas vozes-meninas: meninas sonhos.

Demorei um instante-sonho em perceber que eu estava acima do meu (futuro) cadáver.

Debaixo, suspendido, um canhotinho de lápis verde sobrevivia à queda e a minha morte. Eu tentava seu resgate, por vias de alguma alma boemia escrevinhadora.

As tábuas tremiam. Eu não.

Alarguei minha mão. Não tinha certeza do por que, mas aquele pedacinho final de lápis significava algo para mim. Algum final verde, com ponta afiada: uma historia para escrever e viver: assim é minha vida.

E vida tem morte: historias tem fim.

A tabua e eu éramos só um sobre o abismo, e a queda era iminente e necessária.

Cai.

Sonho da Lua

 

“eu já fui até a lua
pra tentar te convencer
e acabei
conquistando a lua
só não conquistei você”

Até a Lua / Tião Carvalho.

Dos sonhos de vida, quase não tenho, nem tive. Nunca fiz questão de perseguir unicórnios brancos na ilusão de abraçar aquele animal divino.

Alerta… Desperto!

Nessa caminhada sempre me pareceu que as estrelas guias dos outros, desenhadas no desejo alheio, eram mais brilhantes e certeiras. Não que emprestei minhas forças no vão de uma amizade, de um amor, de uma façanha, apenas que os outros tinham melhor colorido aquelas noites estreladas.

Talvez fosse esse o intuito: não prender-me aos fracassos, e menos, aos sucessos.

Nesse exercício continuo das noites emprestadas, o fiozinho equilibrado sobre o abismo, o perigo não está na queda. O ponto era perceber quando o sonho dos outros, sonho nosso, conjunto, terminava; e sem magoas nem expectativas, a estrela guia mudava de estação.

Pulo… em voos altos, concebidos livres. Minha ideia era, sem ser, sendo.

Desde meu sol, os sonhos eram da lua. Eram de dia-em-dia, crescentes infinitos. No meu querer não cabia tanto, mas eu ia assim, cotidiano, sonhando tudo que sonho, sem querer tê-lo. Dentro, era tanta estrela guia, que os sonhos alheios até se coloriam.

Na primavera, sonhos meus eram de lua redonda branca e fúlgida. Iluminava-me os avessos. Eu amanhecia pelo poente. A noite era meu alto meio-dia. Eu acordava…

… minguante, que o sol também tem sombras do lado de dentro. Dos escuros internos não há como esconder os breus. Sonho que não vive pesadelos se esquece no divã da vida. Chovia na tormenta, e me molhando entregue, inundo, os sonhos ficam úmidos fluxos.

Sem estrelas nem sóis o que ilumina é a essência alma. Era novo o único. Na solidão sem lua, sonho meu renovado, primeiro de todos os sonhos, tudo brilha: estes olhos.

Lucecitas…

Meu sonho americano

Aprendi cedo na escola o que era Latinoamérica, me ensinaram em libros alguns professores dedicados, histórias que lembro de mártires e homens de bem de estas terras americanas.

Depois li as paragens de Rulfo, as paixões alucinadas de Cortázar, a mágica palabra de García Marques, a delicada observação de Quiroga, os infinitos sertões de Guimarães Rosa, todos os caminhos de Vargas Llosa, o negro que sou em Guillén, o real maravilhoso do Carpentier.

Em La Habana conheci amigos bolivianos, uruguaios, argentinos, peruanos, equatorianos, brasileños. Deles ouvi muito de tradições, músicas, lugares que deveria um dia conhecer. A maioria, tínhamos alguns sonhos comuns, terras abraçadas de uma vez só numa palavra única, numa língua nossa apesar dos sotaques, do lugar do nascimento.

América é o lugar que sonho, que invento com imagens de olho aberto, das praias quentes e campos memoriosos da minha ilha às planícies secas dos brasis, as cachoeiras escondidas no coração do continente, sobrevoando as lembranças das montanhas nevadas dos Andes, as trilhas azul-úmidas da Amazônia, areias salpicadas sob pés descalços de La Paz, os cerros pelados de Cali ou os litorais de Cartagena com acordes e danças de pretas quase nuas, a ondas bravas frias e profundas do Pacífico em Lima, e caminhar nesse fio branco rochoso, espinha dorsal da Venezuela até Argentina, e nas neves, pastos frios das pampas, mate e violão, boiada e pantanal, caminhos perdidos nas BR-101, ilhotes perdidos à deriva no mar, Cubas, Margaritas, Angras e Reis.

América é as ruas de Rosário na voz do velho Fito, falando em quechua ou tolteca com pessoas que sabem muito mais do que estão a falar, e o ayahuasca do Ino Moxo, o peyote de don Juan, as ervas mais finas do Rio La Plata cultivadas de mão em mão por famílias milenarias, em cuica de chimarrão que é como chama el mate em terras do Rio Grande so Sul, falando español en Recife y português em San José. Esquecendo que sou de uma ilha flutuante no mar, a maior ilha entre outras mil ilhas flutuante à deriva no mar.

América é de olho em olho, homens da minha cor e mulheres das minhas verdades, conversas enfileiradas em praças, sob sombras de pessoas e pessoas, com amigos de amigos ou amores inconfessáveis, cada sonrisa, músicas no rádio ou de vozes roubadas de cidades, povoados à beira de estradas ou rios, marginais, litorâneos, crisálidas de Macondo ou Luvina, pessoinhas comuns, imaginárias, fora do real, do meu real imaginário feito sob medida para minha prosa, para meu sonho, para meu viver.    

América, todos meus caminhos…

Em direção do centro

Eu estava indo ao um show. Show de rock. Hardcore. Nessa época, ainda, era difícil eu sair sozinho, sei lá sempre, marcava com alguém antes de sair de casa mas nessa noite arrisquei de ir só. Também não era mais um teenager, então fiquei na minha, numa noite de sábado num ónibus lotado em direção do centro.

A galera essa hora ia para suas festinhas. Meninas arrumadinhas, grupinhos de moleques daqueles bem chatos que cantavam gritando e batiam na estrutura do ónibus que faziam um barulho muito forte. Eu fui ganhando espaço até o final do corredor, e me posicionei na escada da porta, em silêncio e pensativo.

Mas em La Habana os ónibus lotam demais, lotam mesmo até na chamada confronta que são as linhas de ónibus que funcionam durante a madrugada. Então o “busão” ficou impossível, eu fiquei de bailarina num dos degraus, esmagado entre as pessoas e o abre-cierra ­da porta.

Num dos pontos, o motorista deixou entrar gente pela porta onde eu estava, e apareceram mais uma turma de meninos e meninas um pouco mais novos do que eu. Falavam besteira e zombavam um dos outros.

Eu não percebi nada até que numa dessas a namoradinha do menininho xis, ficou parada bem na frente de mim, eu fechado, serio, sem trocar ideia com ninguém, de roupa preta, careca e piercings nem imaginei que ela se aproveitava da situação. Ela sorriu, não sei se para mim ou imaginei, mas não pude evitar…

O calor daquela muvuca toda aumentou. A morena se esmagava toda sobre mim, e beijava o namorado acompanhando o rebolar do ónibus, olhava para trás, ria, cantava. A posição não mudava muito, só quando abria a porta para alguém descer e ela, mocinha bonita do meu coração, abria as pernas para eu ficar ali.

A coisa ficou tensa. Galera berrando músicas. Moleques batendo no ónibus. Tudo fechado, lotado. Ela ali, diante de mim. Eu ali quieto, tenso, duro. Ela o beijava e eu olhava o beijo deles. Ela sorria e eu seríssimo, perto dela, quase dentro dela, em silêncio, sozinho, feito bailarina no último degrau no ónibus em direção do centro.

A vida “gris” e meu direito à (in)felicidade

La vida es gris” assim pintava de cinza a Expósito a vida que a gente levava. Com seu rosto esfumaçado pelo aroma do café e seus dois filhos por perto, eles já sabiam das variedades de cor da vida: “la vida es gris, mamá”.

A vida era mesmo difícil dentre daquelas paredes roídas pelo tempo e desgastadas pelo calor numa ilha que negava toda e qualquer maior satisfação. Na geladeira não haveria muito mais do que aquilo. Na televisão reprisavam infinitamente desenhos de anos atrás…

Éramos felices com poco…

Minha felicidade sempre foi simples: o sol a través da fresta da porta de casa invertia a cena lá fora e trazia um mundo em cinema, colorido com filtro de cinza. Eu sorria com a mesma rua dentro de casa na parede da sala. Era a mesma rua de todos os dias da minha vida.

A felicidade é feita de migalhas de pão, como aqueles de João e Maria, que não à toa, acham uma casa feita de todos os melhores doces.

A felicidade é um perigo.

Ser feliz é saber-se vivo. O ar quente que entra no meu nariz. A dor dos músculos por me locomover. O sorriso num beijo. A lágrima de quando despertei.

Mas qual felicidade é a sua? Qual são os detalhes que iluminam seu viver?

E se não conseguirmos aquilo que acreditamos querer? E se aquilo que acreditamos e nos fez feliz deixa de repente de nos preencher?

Todo na vida é construído a partir daquilo que você quer. Humanamente falando as pessoas, esquecem que o que a gente precisa mesmo é viver. Toda construção, conhecimento ou pertencimento nós aprisiona o viver, como a casa de docinhos de João e Maria.

Porém não interessa o que nos faz (in)feliz. Cada um reconhece no instante que amanhecer ficará retido na memoria. Qual amor deixará suspiros de “quero ainda mais”. Que morte deixará um vazio difícil de largar.

Mas o que me aflige mesmo é… Por que se todos estão à procura daquilo que lhe faz feliz, seja lá que for, exigimos do outro uma (in)certa (in)felicidade? Não deveríamos cada um cuidar a priori de nossas migalhas espalhadas pelo caminho, à procura da casa de nossos sonhos mais doces?

Deixe-me ser…