meu livro aberto

Me dei este presente, um agora de páginas brancas, tardias, memoriosas. Uma caverna de idéias surgidas, agarradas com afã, com desdém ou ao acaso. Um arquivo de insígnias desenhadas com detalhes de vozes e cheiros irrecuperáveis no depois, no futuro. Um caderno suspenso, sempre aberto à riscos e lembranças.

Eram pessoas. Flagrantes instantes do ser e do estar com os outros. Eu e vocês: NósOutros.

Lugares distantes, recônditos, distintos. Um mapa rabiscado em paisagens, passagens, paragens. Todos em um sendo, no exato momento da sombra do corpo, este meu corpo insatisfeito, imperfeito e torto, de sóis imensos e luas funestas.

Palabras inscritas por dentro da pele, sob a língua, no furo dos olhos, colado à respiração ventricular do palpitante, ou nas sinapses do sutil, do ingênuo e perpetuo, da loucura, a fome, a insônia, o silêncio.

Dei-me este presente, esta janela na parede do tempo…

Milton e Demian, e um café-da-manhã para três

Poucos antes de acordar ouço os gritos sem eco do Milton “é serio que comeram as bolachas amanteigadas…” era ele longe e dentro de mim ” a goiaba madura e o último pãozinho francês?”. Era dureza essa fome dominical no acalanto do lar de nos três. 

Eram o excedente da festança da nossa solidão: tudo exato, frugal, necessário. Eu comia por ele, só as vezes. Quase sempre Milton que se alimentava de mim. Eu teimava de acreditar naquela fina justeza. Tudo nosso: para nos.

Milton pressentiu uma rara injustiça “alguém vai ter que repôr…” ele vociferava sem ter com quem implicar “… cadê aquele baixinho, é papá?“, procurava nos cantos ocultos, as sombras esconderijas, “eu vou te achar, nené” as pegadas sorrisos ou as mãozinhas delatoras daquele pequeno infrator.

“Foi você, eh malandrinho” Milton descobrira nosso filho sob a cama, preparando o maior banquete: especiais pães na chapa, frutas várias cortadas, leite quente no justo café ou no achocolatado, suco fresco de tangerinas. Eu no mesmo impulso, também vi tudo aquilo. E a ele. Do sorriso dele, escondido sob o grande colchão, um minucioso convite para nossa satisfação.

Demian servia café nas três xícaras. Uma para Milton, sem açúcar. Para mim, somente um pingo de leite. Para ele, basto chocolate no leite sem café.

Em silêncio o domingo avançou sob a nossa cama. Brincamos de comer sem desistir, destino tríplice de sermos feliz.

“E aí papae…” Milton respondeu com o silêncio do seu mastigar “… você gostou do lanchinho que eu fiz para você?” Eu sorria olhando pro Demian, num acerto de perfeito reflexo. Pai e filho: Nos três.

Dei-lhe um beijo e o opaco do Milton também nos beijou.

Pai é filho.

Demian era o sol do domingo, razão de nos: Ser.

 

Réquiem para um Abril

 

no frio aqueça-me,
no calor derrete-me,

na chuva abrace-me,
na noite esqueça-me.

entrei NOS TRILHOS da vida
num trem que partindo
não saberia o retorno.

nem eu sabia o conforto
que essa loucura traria
nas estações do outono.

o balanço desse rolé
é embaçado demais
para quem imagina

que o trem que parte, retorna
e descobrir num puta de um transe
que a vida que vai, se foi!

 

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nas paredes, o branco do cinza
se instaura
nos rostos, silêncios do fundo de si
nos abraços, se acalmam os afoites
natureza perdida de nos
nos olhares, afeições se fundem
a palavra se nega ao amor
ela sonha em vestir um para sempre
nosso agora é réu do sentir
na mordaça, gemidos se aplacam
impossíveis enfeites do veraz
teimam nos tornar infeliz
seja sã do seu ser e seus olhos
natureza é firme no co-existir.

 

 

fragmentos del acaso

“para Alé Galasso’

salís por esa puerta, y la vida te cambia (o viceversa)
en semáforo tintinea luzes monogámicas
nosotros
dos 
acasos
abrazamos el andar
uno cerca del otro
dos,
distintos, 

las paredes pintorretean grafitis apalabrados
no entiendo
un maestro pinta azules
en forma de ocios espirales
ofrecemos simpatías
y el espejo,
del reflejo oscuro,
se quiebra en mi mano
y sangra el rojo feliz de estar vivo
la noche no perdona estos silencios
en el parque los del circo,
nos sonríen
nada es acaso en la tierra del tiempo
de regreso el retorno de un encuentro
sea más que volátil este instante
reconozco el caos precisando de algun puerto
y quien dice que había isla en medio del océano
nada tiene sentido, ni 
estar cierto.

Mel do Maranhão

 hoje o pote acabou! 

Abri o pote. Senti o cheiro das flores do Maranhão. Agora vidrada em lacre de mãos apertadas, um plástico vedando o sabor e as formigas, e um elástico de cabelo.

Peguei o pote. Coloquei o dedo Aquelas miudezas deliciosas do muito prazer. O maior dos prazeres dos méis das abelhas silvestres do Maranhão. Vi  florecitas no pote, desenhando os horizontes mais distante: tão reais, tão similares ao sonhados por mim.

Colher-por-colher saborei: as abelhas voaram até o fim do horizonte, lá floresceram casitas silvestres de árvores com frutas e rios do Maranhão. Havia umas plantas de café na cerca, o cheiro daquele mel pairava no ar.

Levei o pote comigo, o mel, as abelhas silvestres, os horizontes que pairavam, as casitas, os rios, as cercas e as planticas do café: eu no pote nadando no mel, sob o plástico vedado e o elástico de cabelo.

Beijei as abelhas. Nadei rios de méis silvestres. Mudei para a casita. Pairei o Maranhão. Cresceram imensas as florecitas e as planticas de café na cerca. O pote comportava os horizontes e minha existência.

Era infinito o universo, eu próprio no mel do existir: as abejitas, florecitas, planticas, casitas, mariposita. Tudo imenso, tão grande como o Maranhão. Pairava o mel dos silvestres, miudezas.

Peguei a colher. Soltei o elástico de cabelo, nem havia mais plástico para evitar às formigas, apenas o fundo, a lama sequinha do resto do mel. Os rios em seca. Seca as plantas do seco café. Maranhão em alerta. Horizonte vidrado no pote com tampa. Eu, nas raspas de mim, seco em miúdos pedaços, pedacitos de mi.

era aviso

Veio uma avalanche aventureira

desgarre de fluxo natural

da gangorra cotidiana dos gestos

acidente causal dos efeitos dos sim,

na inversão negativa da ação.

 

O vento era forte na floresta dos olhos

o medo desenhando contrações de luz

cegava o silêncio

das palavras jogadas à esmo no ar

e o eco da pedra oca da perfeição.

 

Quem segurava a justa certeza?

De quem a verdade do acontecer?

Quem satisfazia melhor a sua dor?

Quanto valia um perdão?

Uma rara incerta aceitação?

 

O choro no fundo do ego

pura vontade de sobreviver

nem houve prazer na dor vital de morrer

meia volta em torno do fim

da sem esperança … sem fé.

 

O cartaz era aviso da morte

final dos dias e dos deuses

não há tempo que volte no fluxo do que não aconteceu

nem gestos sem retórica transmissão

na espiral do tempo de nos.

 

 

Otras mitades

Hoy escogí un libro de la repisa como quien escoge un día, o como quien vira en una esquina en dirección del mar. Delante de todos aquellos mestres, alargué la mano hacia Hilda, ella es de esas “mitades” que merodea mi mundo: Cesar Calvo, Las tres mitades de Ino Moxo y otros brujos de la Amazonía. Ese ejemplar me lo regaló de su propia mano en la casa en Regla, la ves que nos vimos en noviembre. Coincidimos en La Habana, de ese viaje, fue de mis grandes felicidades…

Leo de su letra la dedicatoria que hiciera sobre encomienda: “A mi hermano de la vida; una historia de viajes, visiones y memorias que nos siga encontrando en las tramas de lo cotidiano y en las de lo desconocido. Hilda”. Sonrío, y casi lloro.

Este día era marco de alguna cosa. Algo sin sentido aparente. Desconocido. Me sentí como quien escoge un libro de un maestro de una repisa. Como si el maestro fuera esa Hilda conocida, amiga de viajes, visiones y memorias, y esa mitad cotidiana, hoy distante, fuese el arpegio inicial de una bestial sinfonía. Algo simple, magnífico, que me cambiará la vida…

Entonces leo al final de lo que da inicio al comienzo del libro: “Y más que nada suenan los pasos de los animales que uno ha sido antes de humano, los pasos de las piedras y los vegetales y las cosas que cada humano ha sido. Y también lo que uno ha escuchado antes, todo eso suena en la noche de la selva. Dentro de uno mismo suena, en los recuerdos lo que uno ha escuchado a lo largo de la vida, bailes y pífanos y promesas y mentiras y miedos y confesiones y alaridos de guerra y gemidos de amor. Voces de agonizantes que uno ha sido o que uno ha escuchado solamente. Historias ciertas, historias de mañana. Porque todo lo que uno va escuchar, todo eso suena, anticipado, en medio de la noche de la selva, en la selva que suena en medio de la noche. La memoria es más, es mucho más, ¿lo sabes? La memoria verídica conserva también lo que está por venir. Y hasta lo que nunca llegará, eso también conserva. Imagínate. Nada más imagínate. ¿Quién va poder oírlo todo, dime tú? ¿Quién va poder oírlo de una vez, y creerlo?…

¡Gracias Niña!

PRESENTES

Este agosto me lo inventé excelente. EXCEDENTE. Por egoísmo de felicidad. Por hacerle un guiño a mi FUTURO. De sentir y vivir por vivir, por amar. Por AMOR.

En este intento – Meple ayúdame – todo lo que es, y existe, es por AMOR.

TODO ES AMOR. TUDO QUE É, AMOR É.

Incluso la rabia. El perdón. Los silencios. Las palabras. La poesía y la metáfora. Los encuentros. Cada instante. En la vigilia. En los ensueños. SOÑÁNDOTE.

Ahora que tanto, y tanto tiempo, me distancia de tantos seres, otras personas, seres queridos, amados. Dentro de esta soledad que cada uno de nosotros, TODOS, sentimos. Vivimos. Alargo este abrazo distante, certero, sincero.

TE ABRAZO.

NOS ABRAZAMOS.

QUE RICO ABRAZO.

QUE BELO, QUE INTENSO ABRAÇO. ESTE FUNDO, LONGO, LARGO, ABRAÇO QUE NOS DEMOS.

En este agosto me invento aniversarios. Mismos días de eternas despedidas. Mesmos dias de eternos encontros.

En esa extraña coincidencia que es la vida.

Nesse caminho sempre beirando, e respirando, que é a vida.

… TODOS, TODAS,

nosotros,

PRESENTES.  

Proyecto Patria II

Un plan es algo que va a salir bien. Nace en el centro del pecho y ahonda en la mente, crece en el esfuerzo y se hace real.

Nunca me salí bien con los planes, sobretodo en la parte donde debo esforzarme, meter los dedos dentro de la masa suave de infinitas posibilidades y amoldar o amoldarme según las necesidades y hacer que mi vida me suceda o me sucede.

De criança, a asma convenceu minha mãe que eu seria um filho frágil. Qualquer pretexto relacionado à saúde faz os pais, especialmente as mães, sentir um intenso apego pelo cuidado do crio. No meu caso, duas paradas respiratórias e comuns internações hospitalares justificavam ainda mais essa vigilância.

Eu cresci mimado, cuidado no mais estrito capricho e no luxo de um filho que tinha sobrevivido logo cedo – antes dos dois anos – a morte duas vezes. Tudo era, ou me parecia, estendia-se aos meus pés. Eu cresci folgado, essa é a verdade. 

Los buenos ejemplos de mamá.

Pero la vida en tiempo presente es mucho más real y ardua que cualquier malformación que nos parezca. Al final, ¿a quién si no a nosotros le exigiremos por nuestros caminos? ¿Quién si no, cada uno, se hará responsables por nuestros actos?

Cada palabra, decisión o acto mío en esta vida, me hizo ser, vivir este instante. Nada me puede apartar de este momento en el que escribo: el desvelo, toda esta proyección y memorias, esta verborragia mental emanando de mí y yo, despierto, decidí cambiar este escrito por el sueño.

Teve um momento na vida que aprendi – também porque alguém se dedicara a que eu visse – que tudo o que eu “realmente” sinto, peço e quero aparece diante de mim, feito real, real verdadeiro, possível e por mim, meu. Posso dizer oh: eu sou bruxo. Sentia, acreditava, queria, dizia ou pregava no centro do meu “intento”, desapegava, sonhava e aquilo acontecia. Podia ser um simples desejo. Um grande feito. Um milagre.

A vida então foi severa no que respeitava ao que eu realmente desejava e merecia. Teve de acertos e alegrias. Teve funestos desencontros e pesadelos. Teve e é, minha vida.

Sou um bruxo travesso e sem rumo como até hoje continuo sendo. Acostumado aos bons modos sempre é do bem o que sonho e preciso.

Meses atrás, en este mismo pedazo virtual que me agencio, me despelotando entre 2 lenguas, escribí sobre un plan, mi único plan. Clavé la bandera de mi más grande anhelo, lo único que me quita el sueño, lo que escojo para incomodarme, para trascenderme, para sofocarme. La bandera – fantástica imagen creada junto con mi otro yo, el Meple – se levanta para que yo pueda verla donde quiera que respiro, donde sea que soy, incluso donde me niego a mí, la veo.

Mis padres y yo, probablemente a los dos años.

Esa bandera es mi hijo, mi hijo Benjamín, caminando junto a mí, conmigo, por las mismas calles donde yo andaba, los parques sin rejas, floridos flamboyanes o secos con sus vainas, perros corriendo sueltos por barrios calurosos, gente que saluda o se esconde, carros antiguos, coloridos, viejos, casi latones andantes, y el tiempo ardiente, húmedo, rajando en su verticalidad todos los sentidos, mis escuelas, los amigos que no consiguieron largarse a los exilios, mis padres llorosos, crecidos, más viejos negándose como yo a todo olvido, a pesar del tiempo pasado en antiguos calendarios, sobrevivientes y más inmensamente felices; mi hermanita grande, mujer, madre, tía de eterna soledad de su sobrino y su hija, mi sobrina, y las playas, las historias, las fotos antiguas renovadas en un nuevo mirar de mi mirada con mi hijo, en la sorpresas de quien no me aguarda en una esquina, en las propias esquinas donde no encontraré con nadie, en la poesía clandestina de mi Habana, silenciosamente revolucionaria, ahora sí queriendo una nueva Revolución para su patria, en el mar azul, verdeazul, azulísimo de aquellas aguas, en el Muro solitario de tantas despedidas y silencios, los amores rebuscados que olvidé y no olvido porque el amor no necesita revisitarse a cada vida, basta vivirlo un instante y ser eterno en su morada, el pecho y en el ensueño, y enseñarle a él con nuestras palabras, estas que ahora escribo, que todo lo que tenemos para vivir será vivido siempre al pie de esa bandera alta, gallarda, que es la bandera de ser felices mientras nuestro Sol arda. 

La vida que vivo – y me escribo.

Casi un mes sin escribir es mucho tiempo. Tiempo vida. Resumir en palabras o escoger un detalle para detallarlo. El tiempo es mucho tiempo para escribirse con palabras.

Un día, hace un buen tiempo, descubrí como vivo mi vida. En dos tiempos, completamente diferentes e prácticamente imposibles de vivirse simultáneamente.

La vida se vive, uno.

Dos, la vida se escribe o se narra.

Piense. Despierto de un sueño donde apenas recuerdo qué era. Alrededor mi vida, mi cuarto  denota exactamente quién soy. De nada sirve cuestionarme o culparme por todo este reguero. Eso es la vida, vivida, de principio a fin. La vida de los actos y sus consecuencias, sin juicios ni valores, sin moralidad, sin éticas.

La vida que se escribe es diferente. Puedo mentirte, y tú, leyendo aquí nunca sabrás cuanto mentí. La vida que se escribe es aquella que parado ante el tiempo, el implacable, divagamos en historias del pasado o ansiosos deseos de futuros; ambos tan tontos, tan insignificantes, todos tan irreales.

La vida que se vive no tiene sentido, ni pausa, ni razón, ni cuerdas, ni relojes, ni ansías, ni fe. La vida vivida se para ante la mirada y se dibuja del color que la quiero ver. Una lluvia gris de comienzo de invierno – como hoy – pudiera ser el triste comienzo de un suicidio que no va a suceder. O, es la simple alegría de querer escribir.

La vida que llevo viviendo no tiene recuerdos, ni planes perfectos. Me despierto y siento en la carne la ausencia de alguien para contarle mi sueño. Un sueño sin pies ni cabeza y que no tiene ningún fundamento ulterior que el de haberme sucedido en sueños.

La vida que escribo es esta bitácora que pretendo olvidar un día perdida en el viento. Así como olvidé los rumbos que me trajeron hasta este momento. La vida que escribo se pierde en palabras que invento, sin intensión, sin remordimientos. Y me lleno de alegres sonrisas si alguien me dice, “te leo”, pero aquello nada cambia, y no me resurge otro nuevo texto, ni nuevas palabras de mi vida que intento y mucho menos de la vida que todo día reinvento.

De una hermosa mujer leí ante mi teoría sobre mi modo de vivir: “sólo escribe quien vive, sólo vive quien ama” y yo en silencio, respondo: “todos escriben, todos viven, todos aman y la suerte, es hacerse conscientes de eso”.

Mi vida – escrita o vivida – no le hace sentido a nadie más. Esa soledad que nos conduce hasta nuestro encuentro interior es lo que nos salva de no ser parecidos el uno con los otros. Esa inmensa soledad es lo humano, lo que nos distingue finalmente en el inevitable camino hacia la muerte. Por eso amar es urgente, para vivirnos, para escribirnos. Para existirnos.

La vida que escribo anda sin precios, como otrora escritores sobrevivían con poca comida y bebida demás, sobrevivo. Y parece que es definitivamente la única manera de escribirse mi vida. Acostado en colchones mirando el techo o la ventana, ropas largadas sobre muebles, zapatos y medias decorando paredes blancas.

La vida que vivo y escribo le faltan adjetivos porque la veo y la siento y la respiro. La agarro de la mano y la traigo conmigo, cerquita del pecho y del ombligo, la restriego en los pelos de mi pelvis y la amarro entre mis piernas para no dejarla escapar en un suspiro.

La vida ahora que de piernas cruzadas le invento contornos, verbos que la traduzcan del soplo del viento frío que me hiela los dedos, la lengua y el ronquido del hambre que me persigue.

Y en silencio – mientras escribo – vivo.