eu do seu agora

(as vírgulas é a respiração da minha escritura, apenas respire nos seus versos)

na massa amorfa curvas sinuosas demarcam territórios, derradeiros senderos do ser que se manifestam no arbítrio do nós, somos mais a casca de um caroço, delicioso e de raro sentir que ajoelhado, na espera de um grito feroz do existir pelo sol d´estes olhos, neste instante ou de um tempo sem fim, na mordaça do ego, avistamos a seqüência, a experiência plausível, infinita do estar, reagir, brisa quente, fato feitos, sombria a angustia de uma escolha ou o silêncio da dúvida, um muro entre a mão e o fazer, entre os pés e este ir, o convexo, o alheio ou o amparo, sombra inócua da sinceridade, um sorriso, um suspiro, um bocejo ou o gozo sem medo diante do amar, você estica a silhueta, confiante ou entregue, diante da berlinda parede, uma massa amorfa que se manifesta sem eco, sem sombra, sem gestos, toda ciência é um pertencimento, um abraço, um afeto ou um apego, dentre estes versos que escrevemos no fazer que sonhamos, na dança silente de um com os outros, elas sempre, ou a vida certeira de estar vivos, nós e outros, nossas almas, puxamos a corda, a raiz do sem forma, do indigesto, da falsa moral da verdade, ou a vertigem do mandato altruísta, da opressão deste verme, quase humano, imparcial, produtor de afazeres e destempos, esse algoz do fortuito e dos sonhos, estopim do fantástico, sedutor, insistente, e rente e salvos, um respiro do ameno, despido das mágoas, águas do ventre que fluidas desembocam nos fluxos da terra, suas serpentes veredas, umectantes, sofridas, da vencida massa ora amorfa ora destituída, convertida no afã da sua força ou a potência da voz da sua palavra, emergida, destoante, de costas ao grávido púlpito, sem demarques,,nem curvos nem tortos apenas o eu do seu agora, ou este verso…