Pan y Copa

Cuando en julio de 2007 inauguraron los juegos Panamericanos de Rio de Janeiro, yo ya sabía que vendría para Brasil. Aquello era un precedente de la certeza, imaginaria y concreta, de que este país me estaba esperando.

Sin embargo en las trasmisiones de la televisión, confieso, algo me llamó la atención: la mayoría de las personas, mujeres, hombres, niños, señoras y señores en las instalaciones, eran blancos.

El arquetipo que tenía de los brasileños, y más específicamente de los cariocas, no era de personas de tez blanca. Aquello tenía algún motivo oculto, al menos para mí inexplicable.

Menos de un mes después yo sobrevolaba la noche paulistana, la ciudad interminable de América del Sur, y pocos minutos después pisé el continente americano por la primera vez.

Mi observación en los primeros días – después que la retina se adaptó a la luz de aquí – era que en Brasil, sobretodo en São Paulo, las personas era más “claras. Algo que tiene que ver con el sol, o con la falta de este.

El color de la piel definitivamente era un elemento que permeava las clases sociales (sin generalizar) y entonces comenzaba a entender el porqué de los estadios en durante los Juegos Panamericanos estaban llenos de apenas personas blancas.

Estamos a menos de un mes del Mundial de Fútbol, aquí en Brasil. La mayoría de las personas –mis lectores – , verá al menos algún partido de los que habrá en tierra brasilis. En la televisión, probablemente, veremos apenas personas (sin ser extremistas, apenas una observación obvia) de tez blanca.

de Marcela Rosa Sena

de Marcela Rosa Sena

El Gobierno gastó billones de reais en las obras para receber el Mundial de la FIFA y en las calles ya comenzaron, nuevamente, la onda de protestos. Las reivindicaciones populares son legítimas. El Brasil a pesar de hoy pertenecer al grupo de países del BRICS o sea que tienen desempeño de países ricos, sin embargo socialmente, estes países poseen índices sociales que dejan mucho a desear.

Brasil no es una excepción. Son conocidos (y confirmo) los grandes problemas de los servicios públicos. Los servicios son bien precarios y de mal funcionamiento. Educación mala y bajos salarios a los profesores. Servicios de salud con falta de médicos, medicamentos carísimos y falta de hospitales y atendimiento demorado. Transporte mal organizado y lotado con precios absurdos. Seguridad pública casi nula, con miles de muertos tanto en manos de asaltantes y bandidos como de la propia mano de la policía militar.

En la Copa del Mundo, una de sus principales propagandas, es que los países organizadores tienen que mejorar servicios de infraestructura. Eso, los brasileiros y yo, no hemos visto mucho.

Hasta el 12 de junio, y durante la Copa, además de 22 jugadores en campo tentando dominar el balón, en las ruas miles, millones de personas se manifestarán en contra de un evento que no consideró en momento alguno las personas más humildes y necesitadas de este Brasil, y solamente el conocido camino del dinero, de las grandes empresas y grandes negocios.

Con ustedes Edu Krieger…

 

 

 

Carnaval de rua

Carnaval de rua en Brasil es así… Son miles de blocos por toda la ciudad. Aquí en Sampa, la mayor concentración de ellos son en el Centro y en la Vila Madalena.

Los blocos tienen un tema, un estandarte, una batería de músicos y muchos amigos para acompañar. Marcan un horario y un lugar donde espontáneamente la gente se va allí para cantar y bailar. Al rato de la concentración, el bloco arranca por las calles y avenidas, hace paradas momentáneas y luego vuelve andar.

Bloco Fluvial do Peixe Seco

Bloco Fluvial do Peixe Seco

Las personas van fantasiadas: marineros, bailarinas, los personajes más increíbles, bigotes, pelucas, maquillajes, colores en demasía. Hay serpentinas. Mucha cerveza y mucho mucho alcohol. Hay gente que conoces y otros muchos por conocer. La gente se pega, se beija, se toca. Ambulantes venden de todo, y el tráfico para ante la multitud.

Ilú Obá de Min

Ilú Obá de Min, pré-carnaval.

Algunos blocos son más tranquilos como el Bloco Fluvial do Peixe Seco o el Bloco do Fuá, ambos do bairro do Bexiga, no Centro de São Paulo. Otros mayores, multitudinarios, gigantescos como el Bloco Bastardo,  Académicos do Baixo Augusta o el Jegue Elétrico. Hay unos muy tradicionales: Bantantã aquí en Butantã que ya tiene más de treinta y cinco años y son unos ancianos quienes tocan trompetas y trombones y tambores o el Ilú Obá de Min, cortejo con más de cien mujeres que bailan y hacen la música que sale del centro de la ciudad.

El carnaval está a medio parir… sí porque la fecha marcada por las festividades católicas no para por ahí. Todavía quedarán algunos blocos para salir y mucha fiesta para se divertir.

Subindo o Morro… descendo a montanha.

Subi o Morro há seis meses num dia de chuva e ainda sem abrir as minhas caixas fiquei sabendo de um show da Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene, na minha mesma rua, na Padre Justino. Mal sabia eu, que a cada final de semana, encontraria aqui no Querosene algum bom rolé para curtir.

Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene, Festa do Boi 2012

Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene, Festa do Boi 2012

O Cine Querosene, todo último domingo do mês, monta na rua frente ao Ateliê     D´Ollynda uma telona, com cadeiras que trazem os vizinhos, pipoca e geleias e aguardientes locais. A criançada invade geral e os amigos do Morro ficamos aí, sob as estrelas ou a garoa, curtindo nosso  cinema de bairro.

Cine Querosene

Cine Querosene

Aqui as casas abrem seus portões e às vezes rola festinha de bairro com artesanato, brechó, cachaças artesanais, forró e tambores.

Tambor de Criola

Tambor de Criola

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Três vezes por ano a Festa do Boi é a principal e mais famosa manifestação cultural de nosso bairro. Nascimento, Batizado e Morte do Boi, a festa Bumba meu Boi, que é tradição no Maranhão e que Tião Carvalho lidera aqui com os tambores de criola. Também aos domingos de manhã, na praça central, aquela onde tem um árvore, acontecem as oficinas para quem quer se aproximar deste evento.

Olha o Boi, Festa do Boi no Morro do Querosene

Aquecendo os tambores

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Os botecos do bairro são às antigas, espécies de armazém com cervejas geladas e bem mais baratas que por aí, e gente do bairro sentados sem camisa e de chinelos.

Na saideira do bairro, também fizemos nossa festa com os amigos. Show ao vivo do Nayangolo e o rock dos Godofredos, música cubana, rifa e sanduba de atúm e cerveza bien fría. 

No quintal de casa, de Brasil para Cuba.

No quintal de casa, de Brasil para Cuba.

Eu vou ficar com muitas saudades… e Benjamín também.

Gizamundo… um livro feito por vários (trecho que escrevi) Parte 1


I

Giza sai de sua casa às pressas. Pega seu cachecol-raposa e os livros da escola. Corre até o ponto e chega junto com a lotação, sentido centro. Passa o bilhete e gira a catraca. Nos fones de ouvido, entre bandas estrangeiras e sertanejo universitário, ela segue alguma letra, arrisca e canta. Quem diria que seu apego por sapatos a levaria até uma loja do Brás? Depois de carregar caixas e limpar o chão, vai ao banheiro, põe um pouco de rímel e coloca o avental de vendedora. Tem vezes que é bom e vezes que não a tratam bem. Mas ela gosta é de ver todos os modelos de calçado, sentir as texturas, perceber os saltos, olhar os desenhos. “Coisa de menina, viu”, falou o seu cachecol-raposa, e Giza prendendo com a mão o focinho dela: “Foxy, vão te escutar”. Voltava só o pó para casa, dormindo até o ponto final. A rua estava silenciosa, pelo horário, a novela estava para acabar. Na frente dela, só sua sombra caminhava. E Giza lhe sorriu.

Gizamundo

 II

No dia em que Giza se demitiu da lojinha de sapatos, uma nova alegria colocou-se entre seus lábios. Havia trabalhado aos finais de semana e de tarde. Tinha acreditado nos cursos. Inacreditável era não ter abandonado a escola nem as festas dos colegas de sala. Quando pela primeira vez olhou pelas imensas janelas da empresa e viu a cidade aos seus pés, não sentiu medo. “Eu mereço isto.” Era sua vontade, importante somente para ela, em silêncio, solitariamente, seu novo despertar. Era o começo do seu futuro, e Giza o segurava com consciência, como se soubesse que cada sonho seu poderia se tornar real.

ACESSE O LINK VIRTUAL DO LIVRO http://www.editorapeiropolis.com.br/publicacoesdigitais/?community=gizamundo&showclock=false

Capoeira: A própria língua do corpo

“os nomes não me prendem”

Mestre Pinguim

Capoeira é a língua do corpo. As palavras que gestam braços, virilhas, e pernas. Conversas em apoios, torções, e giros. Perguntam-me com chutes, socos, rasteiras. Respondem-se nas esquivas, cocorinhas, e rastejos.

Cada pessoa e os corpos tem um jeito inigualável, exato exclusivo. Como a voz que me sussurra sentidos, todas e todos, diferentes. Como os olhos que vem o horizonte, e perseguem com fome de herói, cada um com o seu espirito.

Cada pessoa tem sua capoeira. Seu jeito especial de gingar e seu modo de sonreir al espejo.

 Aonde vá está mão que pende? Até onde consigo levantar essa minha perna? Qual é o espaço exato que se esticam meus dedos? Onde está a minha sombra, existe?

Abaixa, vem aí uma pernada destruindo poesia. O pensamento te eleva do centro, perdido em devaneios, lá foi o presente, esquecido virou esquecimento.

Abre o olho. Abro-o.

Tudo quanto existe está alí frente, acima, abaixo, em volta; tornado visível, aquilo se faz forma, e sentido, e entonces vivido.

É, nas palabras do gesto, que não é possível mentir. Fala-se em silêncio, fala-se num beijo. Explica-se no abrazo. Se faz arte no sexo.

Não há nada que o corpo, este conjunto ósseo musculoso travesso, não consiga dizer para o outro.

Somos um, diferentes, todos. E neste espaço-vida onde o encontro sua, roce e pele, hálitos que perfumam as palavras. Cada um que baile do seu jeito.

Capoeira… Capoeira… Capoeira.

Iê!

Corinthians, de mi corazón

El mundo es Albinegro!!! Nacido en Brasil, Corinthians es nuevamente campeón del mundo después de dos juegos bien disputados en Japón. La final contra otro grande, Chelsea, de Inglaterra.

Quien vive, o conoció Brasil, sabe que con fútbol aquí no se juega. El negocio es serio, serísimo. Por fútbol aquí se mata, por fútbol aquí se muere.

Soy corintiano ­de pequeneninho, pero en verdad soy corintiano desde el primer día que llegué aquí. Natalia abrió la puerta del apartamento y avanzó por el corredor. Yo, dejé la mochila en el piso, avancé dos pasos sin ser invitado. Ella apareció desde lo oscuro y encendió una luz, traía una bolsa de compras, un regalo de dice y yo contento le busco también uno, especial, que le traía – un disco de William Vivanco. Cuando abro veo el símbolo do Timão, ya había escuchado de ese equipo en Cuba, cuando fuera campeón del mundo en 2000, nada más. En Cuba sabíamos pocos de los equipos brasileros, tal vez sólo los nombres.

Era mi primera camisa. Camisa blanca, listas negras finas, el escudo en negro, rojo y letras balancas, un timón de barco – como así?- un ancla, dos remos. Sport Clube Corinthians Paulista. 1910, año de la fundación.

Yo comprendí lo que me sucedió, cuando uno cambia de país tiene que agarrarse rápido a algún símbolo, algo profundo y cierto, de manera que uno no se deje llevar por el viento de las nostalgias. En eso, estaba Corinthians, ese amor.

Ese año sería sin todavía saberlo el año más triste de Corinthians. Yo, ya aprendía de la pasión por ellos, sufrí el rebajamiento para la segunda división, aún sin toda la intensidad que aquel hecho merecía. Durante ese período fue que me volví corintiano.

Todos, excepto los corintianos aprovecharon para burlarse del Club que en Brasil tiene más seguidores – hecho contestado todavía con el Flamengo – y el club que es el más odiado de Brasil.

Comencé a ir al Pacaembu, estadio municipal que quedaba muy cerca de la casa donde vivía con Natalia. De las ventanas del área de servicio se podía ver todo el terreno, incluídos las dos porterías. Hubo días que con un radio y un monóculo me sentaba en la ventana a ver el juego en directo.

En el estadio la cosa era otra. Caliente, enervados, gritando los cerca de 40 mil personas gritaban y cantaban músicas de apoyo. Poco a poco, siguiendo las letras, equivocándome, cantaba junto con el resto.

En 2008, Ronaldo vino para el Timão, que es como le llaman al Corinthians. Y tuve la oportunidad de verlo jugar varias veces. Pero fue un momento especial, cuando en las semifinales del campeonato paulista, en el estadio rival de Morumbi, el “Gordo” arrancó solo en contraataque en dirección del gol. El porteiro vino en dirección de él, creyendo que le llegaría al balón antes de tiempo, sólo que el toque fue preciso antes de él sao-paulino llegar y Ronaldo tocó suavemente por arriba.

Después que el Timão regresó al Brasilerão serie A, nuevamente, la estrategia del equipo cambión. Vinieron casi sucesivamente, después del título de la Serie B, el Paulista del 2009, Copa de Brasil 2009 y un poco después el Brasileiro 2011. Ese último decidido en el último juego del campeonato, em un empate a cero con el Palmeiras.

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El resto me preguntan: – cómo que um cubano chega no Brasil e torce pelo Corinthians? Al principio me gustaba decir que los cubanos y corinthianos nos parecíamos, casi siempre de clases bajas – y ni tanto – luchadores, sufridores que nos gusta ganar más con la raza y la pasión que con las ventajas. Ya después de tanto lo mismo, ya luego les digo que no vengan con boberías: chora porco, chupa bambi, cala a boca sardinha. Quien me conoce de cerca, sabe que con Corinthians y conmigo no se juega. Me sé todos los chistes, me conozco un millón de historias, não venham com viadagem.

¡Corinthians es el equipo del Pueblo! ¡Es el Coringão!

Del Corinthians vinieron muchas alegrías, muchos amigos, muchas memorias.

Benjamín nació y él también es corintiano. Con pocos más de cuatro meses el tenía unas boticas con el distintivo del Timao, estábamos descansando en la yerba, yo lo hacía fotos mientras él se bajaba y besaba el escudo de remos, timón y anclas. Flash, el instante guardado. Meses después en las conmemoraciones del centenario hubo un concurso de fotos, y Benjamín y yo, nos hicimos con uno de los premios. El día que me llamaron para decírmelo fue de los más lindos días albinegros de estos tiempos.

Así aprendí de Natalia y de la familia de ella. Aprendí de Fredy, mi hermano corintiano. Aprendí de los días de juegos, miércoles y domingo, aprendí leyendo, viendo juegos antiguos, descubriendo sus ídolos, goles, y mejores momentos. Me divertí en cada fiesta de fin de campeonato, cantando el himno, las músicas, saltando y gritando até ficar rouco. Lloré las eliminaciones, las pérdidas, las malas contrataciones. Me reí de los adversarios, también amigos y de los enemigos. Evadí la policía en juegos. Compré entradas anticipadas. Fui debajo de lluvia o bajo un sol de más de 30 grados. Corrí para llegar a tiempo, falté al trabajo, pagué caro. Llevé a mi madre a ver un juego en el Pacaembú.

En 2010, todavía tuve la oportunidad de cruzarme con Sócrates. Era un evento sobre la Democracia Corinthiana, un proceso político que atravesó el país en la idealización del equipo corintiano de los años ochenta contra la dictadura militar brasileira. Sócrates, además de corintiano, fue el artífice de aquella época. Un hombre simple que cuando en aquel evento me presenté como el único corintiano cubano del lugar, me interrumpió y dijo “eu também sou cubano”. Yo sé que el defendía la supuesta izquierda cubana, pobre doctor, las cosas en mi isla habían cambiado, ni izquierdas, casi ni cubanos.  Me hice una foto con el hombre, era alguien realmente diferente.

Este año sin embargo fue el momento éxtasis. Corinthians después de mucho esfuerzo y muchos años tratando, conseguía la Copa Libertadores de manera invicta. Juego tras juego, equipo tras equipo y en la final Boca Juniors. La emoción no creo que quiera verterla en palabras. Fueron días felices esos días.

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Hace un par de días Corinthians ganaba del Chelsea e se tornaba nuevamente campeón del mundo en un juego digno de finales. Uno por cero, difícil de ganarse hasta el último minuto. El porteiro hizo milagros con los pies y las manos. Hubo más fiestas en Sao Paulo.

Yo no tuve elección, fue una decisión unilateral de mi destino. Entendí la felicidad y la tristeza de seguir fielmente algo que me es tan distante. Para quien es de otra tierra, un abrazo albinegro que me hizo mucho bien en largos días lejos de mi isla. Yo soy agradecido Corinthians. Yo nunca voy te abandonar. Siempre CORINTIANO.

Yusa, del comienzo a este instante.

Yusa, cuando vuelvas a São Paulo, la próxima vez, no te escapas. Te lo digo así con cariño, como si te conociera de antes. Una noche, una tarde caminando por las calles de São Paulo, dando muela, tomando un trago, unas cervezas, fumando umzin, mirar pa´quí pa´llá, meternos con las paulistas, formar un lío. Y claro, todo eso sin preverlo, solo caminar.

 Si coges la calle

Me vas a encontrar del otro lado.

Si cruzas la acera te espero, espero,

Desde mi esquina

Cuando vi a Yusa entrar al palco, imponente, naturalmente, yo me puse a reír. Reír es ese placer de ser por muchas veces feliz. Yo río mucho y Yusa también.

Ese 15 de noviembre, en el Auditorio Ibirapuera, Yusa cantaba nuevamente para mí. Y entró sola.

Ella y la guitarra.

Después de cantar la primera, sin esconder la emoción, desabafou alegría por estar en aquel lugar. El Auditorio Ibirapuera es un proyecto de Niemeyer y

es sin dudas un espectáculo en sí mismo. Yusa, presumo, debe haber reverenciado al maestro de la arquitectura brasilera en algún gesto, un piscar, alguna de sus palabras cantadas al viento.

Algunos años antes, 2008 me parece, te vi tocar en el Centro Cultural São Paulo, sentando en el piso te vi cantar, tocar, descontraída. Fue un bello concierto. ¿Será que te acuerdas de ese? Estabas sólo con una percusionista brasilera que se fajaba bien con los cueros.

Esta vez, después de un tiempo, fue rico escuchar canciones nuevas, otras de tus maestros en tu voz, alguna en portugués del gran Gil. Ese tipo es un monstro, quem sabe, sabe. En el disco todavía te tiraste por el medio con el viejo Silvio, ¡qué regalo! que interpretación… ufff.

Te perdono el montón de palabras

que has soplado en mi oído

desde que te conozco.

Y Yusa, en tu sutil guapería, avanzaste acorde a acorde sobre todo aquel personal, ochocientas personas ¿sabías? Aquella gente, ni yo, sabemos como es que permanecimos sentados en el conforto de aquel satín vermelho recién colocado. Yo, todavía desde la alfombra, en cuclillas, sentado a los pies de tu ser, as pernas ao redor de mim, descargando, descargándote, hasta que moví bastante la cintura. Y canté. Te canté en susurro respetándole a tu voz, su deseo de venirme a invadir.

Auditorio Ibirapuera

Y hubo un par de miradas, tuyas, aquellas sensibles que atraviesan toda la luz del escenario, toda la excitación de tu canción, tu nerviosismo de palco, la certeza de tu canción, y yo, ciertamente eludido, sirviente de ese placer de escuchar tus canciones, venidas de tantos antes, de aquel otro país, nuestra isla, de tantas otras historias cantadas con tu voz, de conciertos, en La Habana o en São Paulo, pero siempre tú.

Era el puente construido sobre la memoria, minha memoria de haber vivido, y sobrevivido a la desmemoria,  y de tú música haber acompañado, discreta, estos años de vida.

Será que ainda temos o que fazer na cidade

Em nossos corações já reside um quê de saudade

De saudade.

 

Yusa, de veras, muy agradecido. Nos vemos en la próxima, meu São Paulo clama.

  • Nota: Consta también en toda esta historia, un concierto tuyo en el Centro Cultural Pablo, en uno de mis viajes a Cuba ya después que vivía en Brasil.  Y todavía, aquella mañana gris y fría, en la Virada Cultural de Sao Paulo en 2011, ¿verdad? Benjamín, mi hijo, también estuvo esa vez.
  • As Letras por orden de aparición son de Yusa, Silvio Rodríguez y Gilberto Gil, todos ellos, GRANDES.
  • As fotos son sacadas del Google.

(+) Yusa    http://yusamusic.blogspot.com.br/   

                   http://www.myspace.com/yusaspace/music

 

La fiesta de la muerte… (Festa do Boi – A morte)

Domingo es día de fiesta. Hay para quien familia es fiesta. Hay para quien ni hay familia, ni fiesta, ni domingo.

Mi familia, mi fiesta, mi domingo es Benjamín, y para él fiesta es Festa do Boi. Yo imaginándome ser ese niño que todavía me creo, y que reconozco, se abraza, vive en Benjamín, me divierto, sonrío, quiero todo para mí.

La noche anterior le dije “Benja, mañana vamos a la fiesta del Boi”. Abrió los ojos, él ya sabía, recordando otra fiesta anterior, yo imagino, la felicidad de ver tanta gente, niños, perros bailar, beber, sonreír al ritmo de tambores, cantos y gritos. Cuando despertó, era domingo de sol, se levantó súbito apoyándose en las manos y sentando, sonriéndome, me dice, “Papai vamos para festa do boi”. Benjamín fala português pero entiende todo en español, y cuando lo quiere demostrar me dice con una certeza de que todo le es posible y que todo es posible existir, y que el mundo a sus pies espera abrírsele: “VENTANA”. Esa palabra es su manera de abrirse a otra realidad, – en ese otro idioma distante y cercano – es su dominio, su fuerza, su intensidad.

Abre ventana, ábrete para él…

– 

Esa festividad es una tradición de origen maranhense que se sucede tres veces por año en el Morro do Querosene, un barrio de casas y calles curvadas, con gente simple, artistas, bons vivants. El nacimiento, bautizado y muerte do Boi son las tres celebraciones, en fechas distintas. Ese año por primera vez fui, fuimos los dos, al nacimiento.

Y domingo pasado, iría ser la muerte.

– Descansa en paz meu boi.

Y esa extraña puntualidad me mordió nuevamente. El barrio de rosas en los jardines, perros ladrando al caminar, los pocos carros bajando en punto muerto la ladera, los pájaros trinando, el olor a humedad, las señoras, las moças bonitas con hijos. Nosotros dos, extranjeros de allí, extraños el resto a nosotros dos subiendo, viviendo todo aquello, y la fiesta distante de comenzar, porque todavía estaban montando los quioscos, poniendo las banderitas, encendiendo el fuego que calentará el cuero de los tambores, preparando los disfrazes.

Nos encontramos con Cris. Un detalle importante es que de las personas que conozco, fue la última que abrazó a mis padres, mi hermana, mi familia allá en Cuba. Ese abrazo valía el abrazo de todos ellos juntos, viniendo en un viento de memorias, un agradecimiento inmenso, una sonrisa compartida bajo el sol cortante de la metrópoli. Benjamín no hizo mucho caso, ya estaba intentado colarse en el maletero del carro de ella. Me pidió para cerrarlo en un abrazo metálico y caluroso junto con sus juguetes y su deseo.

– Tus deseos son órdenes, mi hijo… cuando tu felicidad no te pone demasiado en peligro, y algunas otras reglas comunes, sociales, es difícil a veces definirme eso, te dejo hacer, simplemente ser. Te encierro y muy feliz, me despides.

Como una fiesta del C.D.R. – cubanos saben de lo que estoy hablando – las calles, la gente junta, se ajunta. Todo por la muerte del Boi; por la felicidad de ver que los edificios todavía no acabaron con todos los árboles, allí en medio a la placita, uno solitario se levanta; por constatar que ni todo lo que vivimos, sentimos, nos hace feliz, sale de una cajita plástica llena de cables y chips y que por ironía de la naturaleza llaman plasma. Si hay algo que nos hace feliz, a mí, a ciertos humanos, es compartir la alegría por la alegría, la vibración del cuerpo por simple vivir, por existir.

Benjamín estaba feliz.

Los tambores, en las manos de quien les darían vida, para después tocar la muerte, se acercaron del fuego. Alrededor, mujeres casi todas, con vestidos de plumas, muchos tejidos coloridos y sombreros, sonreían y sus miradas, cómplices de toda aquella excitación, me envolvían inconscientemente en una delicada pasión.

Ama quien sorprende en los ojos de otro o amor.

Benjamín llamó la atención de la galera que iría a danzar. No porque ellos estaban interesados en él, sino porque él quiso, quería, y fue tras aquello que quería para él. Corrió delante de ellos, emprestó sus globos, le regalaron una mano de peluche, se calló, pidió de comer, le preguntaron el nombre, él respondió, se emparentó con otro de su edad, mamá soltera creo, también lo aceptó, perdió con el otro un carrito, lloró, compartió, corrimos, bailamos, comimos, se cansó.

Cerca del fuego, los hombres tocan los tambores fuertemente, especie de pandeiros grandes y también cantan músicas que muchos saben. Una rueda de colores danza entorno del Boi. El Boi sabe que irá a morir.  De hecho todos allí irán a morir, es duro aceptarlo, pero esa es la intuición suprema del vivir. El Boi se agita huyendo del machete, del lazo, del amor. Por veces se escapa por las calles y antes de llegar a la próxima esquina lo capturan y lo traen. El sol cae recto sobre las sombras danzantes. A cada vez la música para, recalientan los tambores, el Boi cambia de “ser”, la rueda descansa, el resto va hasta una sombra, se seca el sudor bajo las ropas, bebe agua y espera el cántigo comenzar.

Nos incorporamos a la rueda, los dos. Es difícil ser uno sólo cuando estamos los dos. Somos dos en uno, pero todavía dos.

El Boi va a morir. El Boi muere todo año y todo año vuelve a nacer.

El cortejo partiendo de la placita atravesando el Morro para después regresar a ese mismo lugar. La procesión avanza trayendo a todos a las ventanas, a las puertas, a levantarse de las mesas de los bares. Nosotros bajamos por la acera, entre las figuras danzantes y los músicos, un poco antes del camión del sonido.

Nosotros también moriremos un día.

Pero hoy es domingo, hoy es día de ser feliz. 😉