Pretinhosidade

Eu não sé muito de mim, por isso não me questionei a minha voz dentre tua canção. Você é quem bem sabe! Assim, sem você, perdi o fluxo dos meus passos na pretinhosidade do Éden ou o Calvário.

Sim, você sabe de mim
Quando eu não to afim
Quando eu só quero brincar
Não, sim, mesmo que eu diga não

 

Diante do reflexo do meu sorriso, mesmo diante da minha negação, os instantes se foram num pingado café à beira-mar. Molhei os pezinhos numa maré de alto-rio. Depois sumi na correnteza do mais puro amor. Avistei as areias da felicidade. Não havia o perigo de nelas sucumbir – isso achei. Ainda, com dor, ainda acho.

 

Entretanto não vá

Não vá me abandonar

 

Uma aranha curvou suas pernas pro céu num fantástico bocejo de nudez. O escuro da noite vetou a felicidade de um “sempre feliz”. Todos te olhavam. Eu te amava assim convertida na bichinha dos meus pastos sem luz, na besta da minha imaginação, nos seus olhos de paz olhando o sem-fim de uma paixão interior.

 

Como em teus bosques. bebo nos teus rios.

Entre teus montes, vales escondidos.

Faço fogueiras, choro, canto e danço.

 

Éramos abismo para cair. O eco da queda sem medo. Soneto dos corpos discretos, um dentre do outro, deliciosamente nossos. A beira-mar nosso rio. A pele pretinha luzindo os brios, e os breus. A voz do nosso som parecia infinito. Todos escutavam. Eu também assim o escutava.

 

Agora é só eu e você
Juntos na mesma estrada
Atravessando a madrugada
Pra ver o sol nascer

 

Eras começo. Eras meu fim!

 

Prá você é o fim da estrada

Ainda és!

 

Obs: Músicas de Mart´nalia e Paulinho Moska, todas interpreadas pela Mart´nalia. 

La Habana: Sete músicas para não esquecer de você

É bem provável – eu não duvido – que a cidade de La Habana, seja uma das cidades com mais músicas dedicadas a ela. Se não a que mais, certeza que é entre todas, as mais belas composições foram feitas para essa cidade à beira mar.Cheia de cantos nostálgicos e amorosos. Receio de verte partir no olvido fatal, os compositores jorram luz nos teus versos e lembranças.

A quem já esteve lá, as imagens pulam num mar de belas retratos solitários. A quem não, aqui a essência dessa bela cidade, representada apenas, pelos mais recentes cantores e pelos mais variados ritmos.

Em primeiro lugar, o clássico Sábanas Blancas do cantor e trovador Geraldo Alfonso, aqui numa versão ao vivo, e como ele mesmo no vídeo explica fora a música tema de um programa de televisão… Sábanas Blancas de Gerardo Alfonso .

Na mesma pegada, com mais potencia na voz e mais lírica nos versos, a incrível apresentação de Xiomara Laugart da composição de Jose Antonio Quesada Xiomara Laugart – Hoy mi Habana .

Este outro presente a capital de todos os cubanos faz parte da trilha sonora do longa-metragem Habana Blues que mostra a a realidade de músicos independentes na ilha no começo dos anos 200o. O vídeo da música é com cenas do filme e é interpretada pelo X Alfonso. Habana Blues: o filme  .

Do próprio X Alfonso, a música  Habana 8pm uma composição electrónica que vá surpreender a muitos.

Mantendo o ritmo mais pegado, a música de Los Aldeanos, Mi hermosa Habana que é na verdade una releitura del clássico do mesmo nome de Los Zafiros, traz uma crítica sólida a questões sociais da principal cidade de Cuba, com apontamentos à sociedade e também ao governo. Além do que, dá para acompanhar através das batidas e vozes em background o tema original Mi hermosa Habana .

A música mais “moderna” é o abraço entre os reggeatoneros de Gente de Zona, banda que se tornou conhecida por aqui pelo hit Bailando, junto com a famosa banda Orishas que apresentam esta Mi Habana . 

Para terminar a lista, Carlos Varela canta Habáname, simples assim.

Aqui, na distância, este post-lembrança da minha cidade. Nossa cidade.

 

 

Forró da Solidão

A manhã cinzenta invadiu meu peito e um forró tirou para dançar minhas lágrimas. A noite seria de sanfona, triângulo, zabumba e imensidão.

Pingos de luzes nos cantos de uma sala aberta e larga. Chão de estrelas pintadas. Gente dançando no silêncio do som surdo de uma banda de três.

Eu sozinho, num canto esquecido de mim.

A todo mundo eu dou psiu

Perguntando por meu bem

Tendo o coração vazio

Vivo assim a dar psiu

Sabiá vem cá também

Minha tristeza está com som de Nordeste. Arrombando minhas vilas. Meu sertão sem nome. Enche os rios da minha seca. E rio, rio de mim e da minha sorte.

A pista lotada. Silente a pesar da banda e da dança. Eu me pego da mão. Sozinho, vou dançar ao som da banda sem fim. E ninguém me vê chorar porque a sanfona chora mais alto que eu.

Só trazia a coragem e a cara

Viajando em pau de arara

Eu penei

Mais aqui cheguei

Daí, a morena tira eu para bailar, e mando meu corpo sem eu. Assim sem mim, eu danço melhor. Ela que manda na dança e quem decide como vou dançar.

A morena não quer parar. Nem ela, nem eu.

E esse teu suor sargado

É gostoso tem sabor

Pois o teu corpo suado

Com esse cheiro de fulô

Tem um gosto temperado

dos temperos do amor.

Assim é: madrugada alta, a pista aberta, um céu de gente, a banda infinita, sanfona maldita, zambumba do meu bem, a dança da solidão, forró do adeus.

Mas forró mesmo, não tem fim. A morena se despede da manhã, caminhando sem olhar para trás, e meu corpo sem mim se entristece e eu aqui.

Assim ia, eu no meu canto sem mim. A banda tocando para ninguém. A pista sem estrelas. A manhã sem sóis. O Nordeste na seca. A tristeza sem ter fim.

Assim era. Assim foi…

 

De dormir viene la noche

El Santi se fue, dijo adiós al cuerpo y a los rarísimos estrenos. Dejó sus historias a los suyos. Y a nosotros, los ensueños. Dejó tristeza, muchísima, de la que en fin cada uno se hace responsable, y vive.

En mi memoria, clavado el instante en los recuerdos, tengo ese último regalo que el mismo Santi me regalara. Había llegado hacía un par de días a La Habana. Era este último noviembre del año 2013 y el mismísimo Zurdo tocaría.

Encontré a Claudia en la casa de Carmen y unos rones después fuimos a pie hasta Línea. Cogimos un taxi hasta el Bertolt Brecht. Por ellas supe del concierto, y de ellas supe que están preparando un documental sobre dicho Santiago. No me sorprendo. Si alguien yo conozco que es amante de la poética del Santi, es ella, Claudia Expósito. Por eso, más que obvio lo del documentarlo “ay cojones, ¿y ahora Cló?”.

Santiago es la izquierda de la guitarra. Izquierda de los opuestos. Los inversos. Fue la revolución de los versos de seis cuerdas. Yo lo escuché en bocinas. Lo escuché en los palcos colorido de botellas y, distante en las plateas. Lo escuché por dentro y, lejano en mis nuevos países.

Por ahí andan enredándose en apologías sobre las ideologías que cantaba un Santi de la dimensión de él. Al poeta deberían preguntarle de poesía, y al hombre, pues otro hombre que le pregunte.

Santiago es música para la soledad, que es el lugar donde vive el creador. Desde ahí donde componía, escribía y cantaba el Santi. Y desde allí que hay que escucharlo, con el alma leve y sin amarras. Libre y solo. Solo.

En la sala de aquel último concierto, hace menos de tres meses, éramos menos que cincuenta los que todavía no sabríamos, sería su último concierto. Si no su último, al menos el nuestro.

Yo de tantos destierros personales,  La Habana, más que un regalo, era mi propio ensueño. Y Santi, para mí, era la llave de entrada para ese comienzo.

Nos quedamos ahí, escuchándolo, riéndonos, bebiendo, sin exigirle mucho a la apatía de las luces frías y de aquella imagen del hombre con guitarra sobre el escenario. Había un adiós, ahora que lo pienso. Porque yo vivo así, abrazando despedidas todo el tiempo.

Entonces disfruté escucharle nuevamente todas “sus” verdades, deliciosamente entregado a lo que “mis” verdades me ofrecían. Y al final, salimos de ahí como otra noche cualquiera de esta vida efímera.

El Santi se fue, y nos quedarán de él, nuestras historias. Sus versos reinventados. Revividos. Hay quien le pedirá en su tumba, firmas para nuevas o viejas constituciones. Hay quien le exigirá haberse hecho cargo de más de un ministerio. Hay quien le pedirá silencio.

Aquí hacia el final, me recuerdo mucho de ti, Cló. Vaya por pensar en alguien que pueda  abrazar, y que me recuerde al Santi. Aquí te van dos instantes de aquella noche.

Mientras no llegue nuevamente el invierno

De galho em galho vai voando passarinho

Que de mansinho é que chega liberdade

De flor em flor a borboleta vem sorrindo

E não se fala de outra coisa na cidade.

TERESA CRISTINA

No supe de otras cosas que antes no supiese. Escuché de otras pasiones de tu amor, y no supe no entristecer. El huequito en la camisa, no llegó a mi corazón.

Respiré profundo… sobreviví.

Se había estropeado la única ropa que vestía el amor.

O meu amor é meio mar
Que vem e volta na areia

Quien ama una vez, sabrá siempre vivir.

Solo supe de aquello… lo que yo viví. Es sonriendo, que sufro estos amores de tu porvenir. Y sufriendo, escribo, que el dolor es el equilibro del alma, cuando hay paz en el corazón.

Hubo un anochecer de muchos y de mi soledad. Nadie hay quien comprenda, lo que no dijo el silencio.

Y callé…

Eu não sou ninguém
Como tu sabes amor
Só tenho a vida
Só tenho a alma
Que Deus me deu

 

Me entrego a vivir las pasiones de mi amor, y aprendo a agradecer. La luz que atraviesa el huequito en mi pecho, ilumina mi corazón.

Respiro profundo… (voy a) vivirme.

Yo te quiero libre,
como te viví,
libre de otras penas
y libre de mi.

Mientras no llegue nuevamente el invierno, luciré el disparo, la plata quemada de inciensos, de la clara victoria de los deseos, los fluidos y las interpretaciones.

No sé callar, fui criado impiedoso animal de sobrevivencias y a eso siempre tiendo… salvarme. Entonces quiebro el silencio. Por dentro y por fuera me brotan emociones que desconozco sus sentidos.

Arriesgo a escribir como quien traduce el amor, el amanecer o el sueño.

Y callo…

* Letras de Música de Teresa Cristina, Velha Guarda da Portela, Silvio Rodríguez. 

Amor, pocas palabras.

Yo quería un amor verdadero. Un amor para amar sin miedo ni pérdidas. Simples, común.

Cuando se ama, quien ama, primero tiene que saberse amar. Sentir que dentro tiene una semilla creciendo árbol que tendrá flores y más tarde frutos. Saberse único. Como se diría, entero, sin ninguna necesidad ulterior.

Cuando uno se ama bien, puede buscar en otros, otro amor. Buscar como quien encuentra entre cosas perdidas una vieja foto de sí. El amor de otros tiene que recordarnos nuestro propio amor, como si fuera algo que se nos extravió.

Cuando uno se ama bien, se ama bien al otro amor.

Yo te quiero libre,
como te viví,
libre de otras penas
y libre de mi.

Una persona que no se ama “bien”, encontrará fácilmente en una nueva persona algo para completar su propio amor. Poco a poco, ese encuentro hecho de amor, estará completo, hecho uno para el otro, completos o completándose. Cualquier mínima falta o ausencia  de cualquiera de los dos, hará tambalearse ese amor hecho de dos.

La persona que no se ama “bien” dará todo lo que puede para completar su nuevo “amor”. Palabras, gestos, actos en pro de salvar su amor. El equilibrio natural – y fatal – quitará de la otra persona su verdadera capacidad de amarse.

En algún momento, el equilibrio fatal – y natural – hará que quien no se ama “bien” se descubra en desventaja con su nuevo amor. Intentará pedir del otro lo que alguna vez le dio en nombre de “nuestro” amor.

Con mucha suerte y amor propio, la persona saldrá viva de aquella relación.

Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és.

Alguien que se ama bien, encontrará en el pasto, en el viento, en un libro, en un hijo, aquello que no le hace falta para amar. Amarse es él más simple y sublime de los estados: la paz interior, de sus propios actos y responsabilidad de ser.

Quien se ame, encontrará en la persona que quiera amarle, un amanecer que dure nomás lo que dura el tiempo de un amanecer y como todo nuevo día, volverá a amanecer. El mismo sol y nunca el mismo amor. Todo nuevo día, amándose, será siempre un nuevo amanecer.

Não quero sugar todo seu leite
Nem quero você enfeite do meu ser
Apenas te peço que respeite
O meu louco querer
Não importa com quem você se deite
Que você se deleite seja com quem for
Apenas te peço que aceite
O meu estranho amor

Pero que importa todo eso, sí aquí leyendo, parece que el amor no tiene explicación. El pecho latiendo es quien manda en el cuerpo sin ninguna razón. El amor golpea duro, abraza después con todo calor. Parece que quiere, después desapega. El amor duele, no hay dudas, quien podría entonces darle contornos y palabras para escribirles canciones y poemas.

A su amor confíele, sus más profundas verdades, aquellas que nunca y nadie sabrá. Y no confíe en el amor de nadie que venga a decirle, explicarle, ayudarle a ser.

O seu amor
Ame-o e deixe-o ser o que ele é
Ser o que ele é

Con su amor acuéstese en silencio y feliz, y confiando, váyase a dormir. Hasta el nuevo sol, amanecer. Hasta um nuevo amor, ser.

Ser o que ele é.

Músicas

Yo te quiero libre (Silvio Rodríguez)

O quereres e Nosso estranho amor (Caetano Veloso)

O seu amor (Gilberto Gil)

Yusa, del comienzo a este instante.

Yusa, cuando vuelvas a São Paulo, la próxima vez, no te escapas. Te lo digo así con cariño, como si te conociera de antes. Una noche, una tarde caminando por las calles de São Paulo, dando muela, tomando un trago, unas cervezas, fumando umzin, mirar pa´quí pa´llá, meternos con las paulistas, formar un lío. Y claro, todo eso sin preverlo, solo caminar.

 Si coges la calle

Me vas a encontrar del otro lado.

Si cruzas la acera te espero, espero,

Desde mi esquina

Cuando vi a Yusa entrar al palco, imponente, naturalmente, yo me puse a reír. Reír es ese placer de ser por muchas veces feliz. Yo río mucho y Yusa también.

Ese 15 de noviembre, en el Auditorio Ibirapuera, Yusa cantaba nuevamente para mí. Y entró sola.

Ella y la guitarra.

Después de cantar la primera, sin esconder la emoción, desabafou alegría por estar en aquel lugar. El Auditorio Ibirapuera es un proyecto de Niemeyer y

es sin dudas un espectáculo en sí mismo. Yusa, presumo, debe haber reverenciado al maestro de la arquitectura brasilera en algún gesto, un piscar, alguna de sus palabras cantadas al viento.

Algunos años antes, 2008 me parece, te vi tocar en el Centro Cultural São Paulo, sentando en el piso te vi cantar, tocar, descontraída. Fue un bello concierto. ¿Será que te acuerdas de ese? Estabas sólo con una percusionista brasilera que se fajaba bien con los cueros.

Esta vez, después de un tiempo, fue rico escuchar canciones nuevas, otras de tus maestros en tu voz, alguna en portugués del gran Gil. Ese tipo es un monstro, quem sabe, sabe. En el disco todavía te tiraste por el medio con el viejo Silvio, ¡qué regalo! que interpretación… ufff.

Te perdono el montón de palabras

que has soplado en mi oído

desde que te conozco.

Y Yusa, en tu sutil guapería, avanzaste acorde a acorde sobre todo aquel personal, ochocientas personas ¿sabías? Aquella gente, ni yo, sabemos como es que permanecimos sentados en el conforto de aquel satín vermelho recién colocado. Yo, todavía desde la alfombra, en cuclillas, sentado a los pies de tu ser, as pernas ao redor de mim, descargando, descargándote, hasta que moví bastante la cintura. Y canté. Te canté en susurro respetándole a tu voz, su deseo de venirme a invadir.

Auditorio Ibirapuera

Y hubo un par de miradas, tuyas, aquellas sensibles que atraviesan toda la luz del escenario, toda la excitación de tu canción, tu nerviosismo de palco, la certeza de tu canción, y yo, ciertamente eludido, sirviente de ese placer de escuchar tus canciones, venidas de tantos antes, de aquel otro país, nuestra isla, de tantas otras historias cantadas con tu voz, de conciertos, en La Habana o en São Paulo, pero siempre tú.

Era el puente construido sobre la memoria, minha memoria de haber vivido, y sobrevivido a la desmemoria,  y de tú música haber acompañado, discreta, estos años de vida.

Será que ainda temos o que fazer na cidade

Em nossos corações já reside um quê de saudade

De saudade.

 

Yusa, de veras, muy agradecido. Nos vemos en la próxima, meu São Paulo clama.

  • Nota: Consta también en toda esta historia, un concierto tuyo en el Centro Cultural Pablo, en uno de mis viajes a Cuba ya después que vivía en Brasil.  Y todavía, aquella mañana gris y fría, en la Virada Cultural de Sao Paulo en 2011, ¿verdad? Benjamín, mi hijo, también estuvo esa vez.
  • As Letras por orden de aparición son de Yusa, Silvio Rodríguez y Gilberto Gil, todos ellos, GRANDES.
  • As fotos son sacadas del Google.

(+) Yusa    http://yusamusic.blogspot.com.br/   

                   http://www.myspace.com/yusaspace/music

 

Amanece… (baby, baby, babylon)

La simplicidad, es de lo humano, de lo más complejo de vivirse. Saberse vivo, humano, es de esas simplicidades, de las más complejas.

Desperté.

Una fría sensación de hojas cayendo sobre las aceras, sobre los carros, entre los pasos de los obreros y asalariados mientras el sol esquenta las sombras desgastadas de una ciudad que renace. Ese instante de “luz”, yo, en mis sucesivos días, los he perdido muchísimos, en ese cansancio de vivirme nuevamente, todo día, sin poder inventarme otro yo.

Porque a natureza do amor

Esta contida na beleza e na surpresa das manhãs

Dias que parecem tão iguais

Mas de repente têm sinais de uma nova magia. *

Todo día es siempre un nuevo día, un nuevo yo.

Nuevamente yo.

Ante el espejo, mi rostro insiste en engañarme. Los mismos ojos mirándome a los ojos, fijamente: sonriente, desconfiado, lagañoso. Viendo estos pelos, barba, bigote, cejas, pestañas queriendo invadirme, a gusto disfrute, encerrarme en mí mismo. La boca, cuerpo de mis palabras, estas palabras que pienso y escribo, que escribo y siento antes de existir, boca de este cuerpo de palabras, que pienso, existo, escribo, siento antes de existir.

O dia se renova todo dia

Eu envelheço cada dia e cada mês

O mundo passa por mim todos os dias

Enquanto eu passo pelo mundo uma vez. *

La vida me enseñó, mis padres, una simple manera de mirar las vida acontecer.

Notar pacientemente el sol avanzar en la sombra de un árbol, desde el este viajar hasta el anochecer – por el sur para quien es del norte, pelo norte para quem é do sul -, es de las más simples complejidades a vivirse.

Vem ser feliz

Ao lado deste bon vivant

      Vamos pra Babylon. (escucha)*

Despierto…

… antes del sol nacer. Ese acto de humildad es mi costumbre para saludar un lugar con respeto. Sentir primero ese frío, despedir las últimas estrellas, – Minha Sampa, você sabe do que eu estou falando? – escuchar los primeros pájaros en despedirse a dormir y los últimos en levantarse a volar escuchar los niños salir a correr –você sofre demais ser tão pouco feliz! ­– los olores de la albahaca lirios distantes azahares despertadores varios descompasados bostezos alardes de sexo – eu nunca te ouvi –  café caliente pan cortado gritos ambulantes motores motos automóviles helicópteros barcos – nem isso você tem ­­– conversaciones reclamos gritos pocos silencios – relaxa, voce bem entende – el sol calienta vienta llovizna calienta mucho enfría y viene la garoa – Londres me disse que de todo tudo, isso a mata de inveja ­– personas de prisa muy de prisa a velocidades increíbles no miran no se miran no se dejan mirar se admira el tiempo se dicen tiempo es dinero – não, isso nao vou simplesmente aceitar – personas se dicen se contradicen personas de todas las deformas del mundo los rostros todos del mundo los gestos todos del mundo todas las mujeres los sexos los miedos los desesperos las alegrías los ensueños las empatías simpatías empatías utopías de todas las vidas – eu também te amo.

Alguma coisa acontece no meu coração

Que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João

É que quando eu cheguei por aqui eu TUDO entendi…

Despertaré…

… de regreso a mí mismo. Quien tenga miedo de sí que se esconda de su ego, de sus mordidas de certezas, de la incerteza de ser: pronto, acabó la simplicidad…

…porque és o avesso do avesso do avesso do avesso. *

 

*Letras de música, por orden de citas, Mart´nalia, Velha Guarda da Portela, Zeca Baleiro, Caetano Veloso. Recomiendo todo de todos aqui citados.

Cuando salí de La Habana

Assim dizia uma música infantil lá da minha infância.

Cuando salí de La Habana de nadie me despedí

Sólo de un perrito chino que venía detrás de mí

Como el perrito era chino, un señor me lo cambió

Por un poco de dinero y unas botas de charol. 

Pequeno assim nem se imagina que se possa dar um tchau sem retorno. Como um pivete de pássaro do ninho num salto-voo sem paraquedas.

Deve ser feliz o sorriso do pássaro. E com certeza, o seu próximo cantar, de animal livre de assas e horizontes. Teus pais não sentirão sua falta, saberão sobreviver sem ti.

Já disse adeus as meus dias que foram de ser “só” feliz!

A vida é dia em dia. Hoje um hoje. Cada um, amanhecer.

 

Dame un pedazo, llévame en brazos,

que otra vez necesito sentirme en paz.

Patria sagrada, ansias del alba,

no te olvides que andamos muy mal sin ti.

Canta el Santi, ainda desde a firme terra que era a mesma ilha de nós dois; e de outros tantos cubanos que não chegaram até aqui. Uma, duas, quase três gerações. Tem quem diz, e isso é de fato um jeito humano de ser o de se compreender o existir, que as pessoas: eu, você, todos nós, somos deste país onde viemos a nascer.

 

Quisiera recordar lo que enterré para aliviarme:

soledad, locuras y tristezas.

Suspeito para mim, só para mim, que a vida é ali onde você estiver a respirar.

Fundas raízes para se esticar, e num forte impulso dos pês viver aquele pássaro que logo mais vai cantar sua liberdade.

 

Amor, ¿qué pasará si al despertar somos felices?

¿dónde irás? ¿dónde iré? ¿dónde irse?

Semente, não raiz. E bem nascer onde o vento for te levar para crescer.

Eis que em outras terras começo aprender, digo, outras formas de viver.

Como só amar aquela mulher de pernas abertas, e ondas salgadas batendo sem parar contra minhas costas? Aquela ilha-da-puta que tentou me abraçar para sempre, querendo me fazer por sempre feliz!

Sei lhe dizer adeus mulher, mesmo tendo que sofrer o quanto mais há de você em mim.

Porque vou te amar…  até certo fim.

 

 

ps. as letras são de Santiago Feliú.