memórias do inverno mais frio

no palácio ateniense das musas, se trocam por centavos as paixões, os beijos na balança são por centeio, e os orgasmos se convertem em sete cordas de terrenos baldios. os homens sempre custaram menos, eu mesmo me troquei por um espelho.

faça frio, venha calor

a ventania da criança do inverno que trouxe suas folhas de fios dourados, e brindou sua noite amarela de danças circulares, quem desenhara o cais dos seus dentes, a língua do centro do beijo, entre tenras maozinhas de um cálido chão: era os ossos o abrigo do abraço, a carne estava quieta, não mordi.

faça frio, venha calor

no lumiar de um bosque de escuros matizes, no meio ao húmus das folhas úmidas do último outono, sob a tenra volúpia da terra inerte, um broto de vida suspira vulcões de afago e tesão no paralelo d´um instante: somente em olhos acessos que renasce o instante do agora… e tudo é possível no jardim dos tempos do Éden.

faça frio, venha calor

 

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