Andança

Caminhávamos Benja, na cidade, não lembro exatamente. Algum lugar entre este ou aquele. Eu quase sempre  dois passos a frente, eu acho que você demora no atraso, como quem comanda um andarilho com passos tortos, e nossas sombras.

Havia grades humanas, asfaltos beirando os caminhos, árvores altas com verdes infinitos no comum cinza dos prédios. Uma borboleta espiã. Cachorros andaluzes. Caçulos diversos, verdes, dourados, alvinegros. Você os contava. Eram muitos.

Caminhávamos, assim distraindo-nos e você me disse “Pai, vamos andar em silêncio”.

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