Ego breu

A beleza está com tempo esgotado

beiram as rugas

do seu agônico sorriso

pautado pelo espelhismo

da triste figura

que habita sob sua fina pele.

 

A potência da mão enfraquece

passaram-se os anos

da industria cotidiana

no afã de angariar

distâncias e pedaços

que em breve darão adeus com a memória.

 

A formosura do seus gestos quase apagam

apenas restam sombras

fragmentos de um brilho

que a cada noite escurece

intermitente cintilante

como o fôlego, o olhar, os orgasmos.

 

O vibrante do sexo tem beiradas

abismo escuro infinito

e a fome acaba

a sede esvazia-se em pingos

que a gente é só

e também esgotassem as vontades

de riscar bocas e ventres.

 

A companhia dos outros tem limites

a vida ao fim

e o treinamento viril de esta morte

as palavras não mais falam

nem o toque ao tato mais nos crispa

apenas fica o oco de estes ossos.

 

O silêncio é o propósito das palavras

o sem-fim é leito

d´um mistério de este sempre

é isto…

tudo é enfeite do verdadeiro

silente breu do ego-eu.

 

Anuncios

Responder

Introduce tus datos o haz clic en un icono para iniciar sesión:

Logo de WordPress.com

Estás comentando usando tu cuenta de WordPress.com. Cerrar sesión / Cambiar )

Imagen de Twitter

Estás comentando usando tu cuenta de Twitter. Cerrar sesión / Cambiar )

Foto de Facebook

Estás comentando usando tu cuenta de Facebook. Cerrar sesión / Cambiar )

Google+ photo

Estás comentando usando tu cuenta de Google+. Cerrar sesión / Cambiar )

Conectando a %s