Zóios do bem (pelo mal)

o silêncio são das relações, o que as palavras são da solidão!

 

 

Tão belos seus olhos que me enxergavam

Um brilho de luzes sem motivos

Tal o sorriso do encantamento

e tal o maravilhamento

que desconfiei da minha vileza.

 

Senti o breu de um rápido piscar

no véu de um súbito adeus

e sem tempo de me orgulhar

do meu surpreso reflexo

escolhi o silêncio para te sorrir.

 

Nunca arrisquei a flor-timidez

pétalas dessas não abdiquei jamais

uma estranheza de ser o que sou

(e apenas o que de mim consigo)

mas que raramente consigo despir.

 

Mas seus olhos de fino respirar

persistiam em me ver feliz

eu sem poder-lhe mentir

do seu tento preferi me afastar

assumindo apenas o que de mim, sou.

 

Assim dos zóios do bem

por presságio do ego falar

descobri que eu odiava por mal

num afoito do deus interior

que não esconde a raiva ao não viver nosso amor.

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