poesia para um poder alheio

Podes-me desconhecer

Eu mesmo não me reconheço

Tanto que (de mim) esqueci

Fiz-me olvidar que te conheço.

 

Podes até  me distrair

Quase não saio do mesmo

Tanto que me afastei

Volvi-me azar do teu acaso.

 

Podes-me magoar

Eu mesmo já fiz isso comigo

Tantas vezes feriram em mim

Que nem mais me entristeço.

 

Podes não me escutar

Desprezo é algo que mereço

Foram tão poucas palavras

Que deu para escutar o silêncio

 

Podes incluso sumir

Eu mesmo me desapareço

Tantas vezes que eu fui

Nem sei mais quando estou presente.

 

Podes até assumir

Esses afetos não se dispensam

Tanto que eu quis saber (de ti)

Perdi noção do momento.

 

Podes mesmo ser feliz

Tristeza não te desejo

O próprio não quero para mim

Sou grato de sofrimento.

 

Podes rir de o meu sofrer

Eu mesmo não me interesso

Você lembrar-se de mim

É a alegria do meu esquecimento.

 

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