faça frio, venha calor

estou afiando a faca para sepultar a morte,

o destino da ponta é meu peito,

o dos gumes nosso inverno. >>  <<

 

a mariposa não pousa na sua mão porque você a persegue. somente, num vento andaluz no instante seguinte ao sol se apagar no seu anseio, com os olhos fechados num beijo – de nos – , é que ela se entrega.

no vazio do trem, as pessoas. no interior do ser, o silêncio. no oco da voz, as memórias. no profundo de um sonho, maresias. na ventania do tempo, os preságios e os remorsos. na esperança do eu, nos e outros. no abraço a solitude, a esperança, ciclo de sete cavernas do escuro eterno.

nunca é azar o acontecer dos acasos, nem tem destino o respiro dos encontros, nem horizonte final o oceano de um sonho, não é o dia o amanhecer dessas noites, nem o inverno consegue esfriar nossa febre, não há palavras para escrever sentimentos, nem silêncio para calar a existência

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