versos do adeus (ou teimosia minha de querer sempre desaparecer)

Mais uma linha amarela

No fim de um caminho onde outro começa

No meio a uma dessas tristezas de se despedir

Do recomeçar

Do se separar no lapso de um tempo

Que não tem fim – a vida.

 

Mais um abraço do adeus

Que teima em nunca abortar

O infame destino do acontecer

Do amanhecer

Do por sempre que seja possível

De se reencontrar.

 

Mais um pedaço que sou

Avança seu jogo ao espaço

O amor que não fica termina por ir

Por prescindir

Por alguma secreta paixão

Que prefere viver.

 

Mais uma linha final

Do abismo de mim

O sonho que anseio do “meu fazer feliz”

Ou em silêncio

Essa voraz vontade de sempre

querer desaparecer

(toda vez).

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