Amar: entre sentir e o ego de ser

É sempre bom saber quem somos. Quem sou eu. Quem somos: eu.

 

Amamos-nos – ainda que nos pareça egoísta – primeiro a nos mesmos. O amar nos conecta com o afeto (e efeito) do amor que vem dos outros. Isto é, cada amor nos presenteia com um novo amor de si (nos) próprio(s).

Amar é sempre aquele oceano. Entregue dos pés aos fios do cabelo, inteiro. O corpo naquela sensação de voo cego. Sempre que amamos os olhos brilham no incandescente do escuro. Raios de luz iluminam cada breu numa sorte de sorriso interior que permeia e inunda cada traço e gesto de nos. Quando amamos, cintilamos nas andanças, recriando uma harmonia a todo que nos rodeia.

Então, não é do acaso que no meio de estar amando alguém – e nos mesmos – ; outras pessoas ou recentes paixões se encandeiem com o brio do amor que nos acontece. É o cheiro intenso da flor da sedução espalhando aquele odor irresistível do amar; e logo, o inevitável efeito de sentir um novo amor, em si, na forma de um novo ser.

Aquela sensação que muitos temos: “só basta eu começar namorar, que aparece todo mundo querendo me pegar”.  Coisas de tabela periódica de Química.

Do amor sempre é assim: enquanto mais amais, mais se sente vontade de amar. A flor da sedução exala cada vez mais irresistível o cheiro do amor. Então é sempre inevitável o efeito de sentir a chegada de um novo amor, em nos, na forma de um novo ser: aqueles oceanos. Amando os amores que vivemos, descobrimos cada vez, uma forma diferente do “eu” de ser.

Sempre que amamos, se ama demais. Não é possível medir até onde vai o amor, assim sentimos o amor chegar, em formas de seres distintos dispostos na vontade de amar, e na seqüência da entrega, a paixão, o tesão e o amar, sentimos também todas as inseguranças, temores, e dores que carrega um verdadeiro amor.

O abraço longo do amor, segura a pele e restringe o corpo. A mente mede o medo, resiste-se a dor da possível perda ou compartilhamento do amor. A flor murcha tentando impedir o exala do amor, e incluso o mais provável, até o total extinguir desse amor, na tentativa infeliz de não compartir ou da não perda do amor.

Nessa balança entre o sentir – nativo do ser do interior – e o ego de ser – a constituição social do ser – , trava-se uma batalha final pelo amor de si, de nos; e finalmente quem sempre perde é o amor. O corpo escolhe pela sensação de mais conforto ao amar. Pelo cheiro leve na brisa de nos. Ou até mesmo, pela mais sombria das escolhas: não amar.

Então, definitivamente o amar na sua forma binária e seletiva, contrasta com o amor que exala a flor do amar, que não escolhe até onde vai o cheiro daquela emoção. Escolher a quem amar, é escolher quem de nos queremos ser: aquele eu – nos – que se resume aquele amor e aquele amar.

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Un pensamiento en “Amar: entre sentir e o ego de ser

  1. Ia escrever algo de corte – e enfatiso o verbo, seua violencia concreta, a do do outro, e o que não sabemos do nosso machucartabém, afinal golpe certeiro é raro, mas acontece, até tambem justamente no cansaço de não acerter o ententer somente, mas isso é de outra alçada – como dizia, sim, está certo: nada mais presente que o não amar, o que quer diuzer freio, Não, ao dizern sim a qq afeto…qq afetoé coisa de outrem, pode dizer nada sobre eu, e cv e pode ser, docemente mero joguete de um qq, na verdade, um outro do qual fugiamos que aos amantes se mostrou mais esperto. Nem precisa mais da força para dominar, precisa de barragens e porteiras que abre ao gosto . sab emos seu provceder, o do esperto. SE sobrouy alguma força, bnão digo mais Amor, por esperança., que ele esperto como não apareça escondido ou aberto n não conhecido, na superação do não pelo o que? Não sei, se ainda não pretendemos com nossos idolos nossos dizeres nossos desesperos abertos chamar de amor sua mera Invocação. O que será do amor? Não sei, estejamos abertos no entanto a sua forma torta capenga sacana odiosa,e ausenrte distante, fatal , eu não sei…vc sabe? do incerto o tempo engana ao dizer ama, o amor nada mais dificil de se fazer….se de fato for um verbo, não sei amar confesso, isso é desculpa decerto. adotei tal maneira, não digo nada que não poça de repente perecer, nao sei, poderei quiça um dia dizer, preferiria, de fato, amar e saber sem precisar dizer nem afirmar…ai estaria sua força e isso digo mais que desperto sem sonho …isso, sem sonho,

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