era aviso

Veio uma avalanche aventureira

desgarre de fluxo natural

da gangorra cotidiana dos gestos

acidente causal dos efeitos dos sim,

na inversão negativa da ação.

 

O vento era forte na floresta dos olhos

o medo desenhando contrações de luz

cegava o silêncio

das palavras jogadas à esmo no ar

e o eco da pedra oca da perfeição.

 

Quem segurava a justa certeza?

De quem a verdade do acontecer?

Quem satisfazia melhor a sua dor?

Quanto valia um perdão?

Uma rara incerta aceitação?

 

O choro no fundo do ego

pura vontade de sobreviver

nem houve prazer na dor vital de morrer

meia volta em torno do fim

da sem esperança … sem fé.

 

O cartaz era aviso da morte

final dos dias e dos deuses

não há tempo que volte no fluxo do que não aconteceu

nem gestos sem retórica transmissão

na espiral do tempo de nos.

 

 

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