A águia multicor e a família arco-íris.

“Benja, lembra aquela parte que tem muitas pessoas tocando música, e que tem muitas cores?”. Eu falava do filme “O menino e o mundo”, que já tantas vezes assistimos juntos.

“Lembro”.  Eu tinha retornado de um sitio encantado em Monteiro Lobato.

“Benja eu conheci a família arco-íris”, lhe disse. Ele arregalou os olhos. Abriu um sorriso.

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Os meninos do mundo.

“Pai, tinha aquele águia colorido?”, a ave era aquela alegria que eu havia experimentado. Uma harmonia raríssima entre tantos seres. Haviam sido dias duradouros. A águia sobrevoava aquelas montanhas, e cantava ao som de uma roda de corpos dançantes. Do centro da fogueira emanava um sol laranja que se conectava com um fio de luz até o peito de cada um de nós, que conectados, mão a mão, soltávamos junto de nossas vozes um raio solar  em direção ao céu.

Depois daquela noite, Benja foi dormir sempre com a saga da famíli
a arco-íris. Uma lenda sobre aqueles que escolheram a felicidade e a harmonia como propósito e destino.

“Mas pai, você não falou que eles não comiam peixe? Como é que vão pescar?” Às vezes Benja interrompe a história e faz seus adendos e correções.  Tive que concertar o erro, e os peixes eram soltos de volta ao rio. “E pai, foi você quem fez aquela sopa?” e eu, quase orgulhoso, também me fazendo parte “Eh Benja, eu ajudei temperar e servir”. E sorrisava o olhar, dentre as estórias dos personagens que tinham rumando mundo adentro, sem outro caminho que o amor, “pai, na família arco-íris eles não brigam?” era a sequência curiosa de quem abre assas num universo fantástico e mágico.

“Papai, cómo foi que você soube todas essas histórias? Você estava lá? A gente é da família arco-íris?”.

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Benja e a família arco-íris. (Canal Arte-positiva)

A águia pousava na noite. Era o sonho multicor do menino sonhando o seu mundo, distante daquele sítio encantado onde o águia nascera, mas que agora, todas nossas noites voava em nossas palavras. Eu assobiava uma melodia, desenhando o voo da águia no sonho dele.

“E assim termina mais uma crônica da família encantada…” Ele voava em sonhos feito águia colorida, num canto em roda ao redor da fogueira, com o centro do sol esquentando no peito e na memória.

Eu era feliz infinito, feito palavras e risos. Multicor arco-íris.

 

 

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