Da observação sob a quietude de uma árvore

Das árvores sempre me disseram, permanecem imóveis pelo resto da existência, sem ter aonde ir. Doía-me uma tristeza enorme aquela imobilidade perene.

Uma árvore, qualquer que seja, fica sempre para trás. É um ponto na lembrança de algum lugar que visitei. De algum abraço que ganhei. De um horizonte partido em mil verdes, um silêncio rasgado com folhas e brisa.

A gente faz escolhas que definem nosso caminho, marcando somente uma caminhada.

Uma árvore possui impressa, todas as escolhas do seu próprio ser. Ela projeta o infinito do seu caminho nas suas ramagens e raízes. Cada uma delas leva até um possível final. Cada caminho traçado – olhando para eles deitado sob a sombra – leva a um lugar: divididos e multiplicados em várias possibilidades do seu existir.ARVORE2

A árvore se completa na sua basta imensidão – e na sua estática – tanto encima como embaixo, e não repete nunca, nenhum movimento ou possibilidade.

A árvore é o equilíbrio de o seu próprio existir. Todos os caminhos de um só.

A árvore não precisa se mexer para ser.

Ela é.

ARVORE

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2 pensamientos en “Da observação sob a quietude de uma árvore

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