Novamente eu

Do centro da espiral, a vida

Destoa um caminho letárgico e concêntrico,

O horizonte enrosca

Como o pião endoida no equilíbrio do eixo

Anda-se em círculos empíricos

Do que se sabe e se desconhece certo.

 

Eu vi o começo do centro.

 

Um caminho único e de possíveis desacertos

Construía-se sob pegadas fora do eixo em espiral

O horizonte endiabrava

Na pulsação do perigo, desta vida.

 

Afastei-me do centro.

 

Ninguém olhava o começo

Ponto turvo, calmaria somente distante

deste momento convulso

distante do de mim e do meu centro.

Avalanche de ideias perdidas,

Memórias sem noção de tempo

O centro perdura afastado de mim

Existindo somente na ausência distante

Problemas cintilantes, bombas do próprio kamikaze

Augúrios de luz e saídas de mim.

 

Meu eixo eram meus pés, minhas pegadas.

 

O centro era outro, afastado

Esquecido no centro do outro que eu fosse

Mas não sendo, não era, jamais

E na procura da volta

Um afã destemido do retorno, tive que atravessar meus silêncios

Esquecer meus melindres

Este novo centro sob meus pés, minhas pegadas

Era o recomeço

O returno e o reencontro de mim

Num novo centro, que fosse antes,

E agora um futuro possível

Mesmo aparente e conhecido

O meu novo eu.

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