Coração mexerica

Meu amor não se divide. Multiplico-o em partes, fazendo-o maior. Cresce do pedaço e mágico, aumentar maior.

Não me divido. Sou um no instante, e outro, no depois do momento. Não me repito no auge, somente avanço no voo do que foi e súbito, renasce.

Pense que nesse transe, entre você e o resto, meu amor revive, e até voltar a você está maior do que fosse antes.

Meu amor eu ponho na mesa, naquele canto onde todos podem. Onde todos queiram. Não temo ao furto, nem me cuido da traíra. A vida mostrou-me conhecimento: meu amor ninguém leva, porque é do meu sentimento.

Abro a casca. Cuidadosamente espirra o sumo do doce azedo. Ofereço. Dividir da fruta é que o mais prazer da ao gomo que saboreio. A doce fruta e o raro ácido dentro no beijo. Espremo-me no abraço. Quero sacar-lhe tudo o que tiver contido.

Cresço nesse convexo. A elipse torna tudo metaforicamente impossível. Mas é do avesso, muito mais do que possível.

Ofereço(me) um gomo. O sumo do amor é doce azedo. Não queiras, não significa que não seja possível amar amor o impossível.

Não aflito, descasco meus ventríloquos abertos. Pulsa ao máximo: não temo. O meu coração somo. Assomo à mesa: o gomo exposto, ao alcance da mão do meu desejo.

Quer um gomo? É doce e também azedo.

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