Os três mosqueteiros: arroz, chícharo y huevo

Ontem não consegui fazer nada até que não fiz ervilha que tinha deixado de molho. Na panela de pressão com bacon e linguiça, temperada como lembro fazia minha mãe.

Arroz, chícharo y huevo frito: os três mosqueteiros. Assim chamavam em Cuba essa combinação imbatível.

Era o último, e as vezes o único, reduto para acabar com a fome.

Ervilha não se planta em Cuba. Vinha, a maioria das vezes, importada da China ou do Vietnã. E devia ser uma ervilha que viajava meses em navios até chegar nos nossos pratos, porque era dura com uma casca insana de grossa. Quando o grão era duro demais, mesmo ficando de molho de um dia para outro, ficava duro após o cozimento, então tinha que bater no liquidificador para poder comer aquele troço.

A ervilha – feita como se faz feijão – fez parte de todos meus momentos em Cuba. Comi na Escola para Asmáticos, onde fiquei dois anos internado. Nas Escolas ao Campo, onde ia-se trabajar durante o ano escolar. Durante os dois anos de Serviço Militar. Em casa dos amigos. Nos jantares de família. Nos campings. Nos festivais de rock. Nas turnê da Asociação onde trabalhei.

Não há cubano, pode perguntar, que não tenha uma história com ervilha…  e arroz e ovo frito.

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