O destino do Milton

Milton nunca soube o que fazer da vida. Nunca sonhou com castelos de areia, nem com ser herói de princesas prisioneiras. Não quis ser médico nem bombeiro.

“A vida é isto mesmo…” minha parte na história sucumbia, eu preso a tudo que ouvira sobre existência, minguava “não preciso inventar destinos”.

Acordar era divino. Divertir-se com os hinos de pássaros cotidianos. Surpreender-nos com barulhos diferentes dentro de casa ou dentro de nós mesmos. Uma ideia é o começo de uma história infindável, pequena e pessoal, milenária.

Milton era feliz com pouco. E eu feliz com ele.

Tinha dias onde sem nenhum fundamento a “casa” caia. A tristeza invadia cómodos e meditações. Paredes e lágrimas cediam diante de um pensamento. A ideia era de morte, de fim, de vazio.

Milton não sabia o que fazer dos dias compridos, cinzas e rabugentos. Dos instantes sem emenda. Da vida sem destino: A VIDA.

Ele murchava os atos. Mal escrevia os segundos da nossa vida, e ainda menos vivia… vivíamos.

Daí eu largava ele no canto menos preferido, sem livros nem esperanças. Que cada um tem seu destino, mesmo sendo ambos do mesmo corpo, e o único que escreve e vive, esta nossa vida sem caminhos conhecidos.

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