Milton XXX

“Você senta ae quietinho, e não fala nada” me diz o Milton “faz de conta que você não existe” eu fico atónito, sem pensamento, só escutando-o “como se fosse invisível” aguento a respiração, a raiva. Silêncio.

Batem a porta. Milton abre e uma morena muito gostosa entra. Tem uma tatuagem que reconheço, estrela esverdeada, solitária, no ombro esquerdo: Mônica Mattos?

Milton me pisca o olho, e ela atravessa os cómodos com uma naturalidade de gata feroz. Vou atrás dela, e dele, na moita, tentando ficar invisível.

Milton encosta a porta e ficam ambos falando baixo. Eu observo pela fresta o primeiro beijo, as caricias sobre as tatoos, os corpos nus se aproximando, esfregando-se suados, corpo com corpo, o dela, Mônica e o dele, Milton e eu, invisível, na fresta, só olhando.

Milton me olhava, distante. Ele gabava-se do sexo da nossa fêmea, do corpo dela, dele, e na mente, minha.

“Eu sei que você não tá sozinho…” Mônica que falava, eu escuto, o Milton escutara. O resto é obvio, Milton não gosta de coisas obvias.

É só uma cena…

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