Gozo

O corpo dela estava jogado debaixo. Nus. O movimento, apenas, era um roce continuo dos umbigos, os peitos e o beijo. Assim se arrochando, entre perna e perna, o pau ereto imbricava na cavidade úmida do seu sexo. Entre ambos, o suor fazia deslizar as peles, num desce e sobe do aperto perfeito.

“Não enfia ainda…” suplicava ela com uma vontade irresistível, com um tesão irremediável.

O corpo era maciço. Difícil de lhe pegar alguma sobra, não fosse aquela bunda desmedida e perigosa, que agora se tornava visível assim que ela girara. Dentro daquelas bochechas exageradas, no fundo do poço à procura dos deuses com a língua, o nariz e até o queixo.

Cheirava à mulher-cavala. A égua da qual todos os Deuses falavam. Era real, o sonho, e tão fantástica a loucura dentre aquelas duas pernas, sob o umbigo, com aquele todo suor.

As mãos delas pressionaram a cabeça, ajustando a engrenagem daquela maquinaria milagrosa dos orgasmos.

“Vá devagar…” outra vez a voz, e os suspiros, e os olhos tortos se virando para sim.

Ela se contorcia, e comprimia com a presença firme da língua direto na pontinha rosa – e a pinta – de seu clitóris. Era fálico, e mole, e suave, e deliciosamente amoldável dentro da boca, e sob a língua e os dedos, e o nariz e o queixo.

“Não para…” mais uma ordem dada, mais um detalhe calculado da mulher-cavala, égua bendita sob o corpo, e a mão prendendo o cabelo, e um controle estrito dos movimentos, e língua, os dedos, a pontinha rosa, a pinta, o suor se escorrendo entre as peles, e os corpos, os beijos entre as pernas e um silêncio magistral de menos de um instante… e o vulcão de dentro, dos olhos tortos e a voz gemendo, a mão prendendo, a língua, cheirando o suor quente de dentro que brota, e brota e brota, brota, brota, brota tanto gozo quente de dentro, e o silêncio é eterno, a mão prendendo, e brota, brota, brota, brota o sêmen dela transparente e aquoso, delicioso mijo fora e dentro que molha tudo que está próximo, pega na língua, os olhos, os dedos dentro e fora, o queixo e os lenções e os travesseiros.

Ela leve, mulher-dos-deuses sob o corpo, tanto gozo que é de agua o corpo maciço esses músculos, e é de gozo que é feito esse sorriso, e o beijo molhado é de gozo, entre as línguas que se encontram no beijo, beijo molhado de seu sexo, da pontinha rosa e a pinta, tudo de feito de gozo, e eu gozado, e molhado de gozo como se fosse dos deuses também filho, e abrindo mais os olhos, olhar úmido e gozado, e ela distante, num silêncio-gozo do qual é prisioneira, e calada ainda, como se com os deuses falasse solta a mão que prende e se liberta num suspiro, e fechando as pernas…

“Me olha aos olhos…”

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