Ilha à Deriva


BLOQUEO

 

O tempo não passa… para. O tempo é da gente, dentro… não passa. O tempo de ilha da gente, dentro, não passa… para. Não há tempo na gente que passa, da ilha sem tempo que para… e não passa. O tempo não espera a gente, a ilha que passa, o céu colorido de azul, tingido de sóis e pássaros pretos que cantam… o tempo.

Sentado no pé das memórias, tingindo de preto meu canto o azul, pássaros que passam sem tempo não aguardam… e dentro da ilha, o tempo não passa.

Para gentes, eu sou uma ilha sem pássaros e no azul sem sóis, canto o tempo que passa e não para… eu.

Cadê a ilha guardada no tempo e o azul tingido de pássaros? Cadê as memorias cantadas por gente sem tempo? Cadê o abraço de pé colorindo cantos que passam? Cadê aquele outro eu que antes passava, e agora não passa, nem aguarda? Cadê o tempo, os sóis, as gentes da ilha?

PARA!

Antes do choro, abdico da culpa. Não há tempo para arrependimentos na ilha que o tempo não passa. O tempo é de gente que passa, e não para, sem tempo de nada. E gente que não canta, nem enxerga os pássaros pretos nem sóis azuis nem ilhas que param o tempo que a vida não para, nem o tempo – se existe – não aguarda.

Eu – ilha-à-deriva – não paro… TEMPO ME PASSA!

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2 pensamientos en “Ilha à Deriva

  1. A ilha tem um tempo próprio e muito particular. Abraçar este tempo e fazê-lo seu é um (re) aprendizado. Feitas as pazes (entre o tempo, seu e da ilha) é possível dar novos ritmos e gozar a vida dentro da bolha!

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