Quem escolhe meus verbos

Eu escrevo para a solidão. Uma troca… na verdade!

Uma tradução do barulho interno que produz o silêncio. Lá dentro, palavras se brigam à morte para serem escritas ou ditas. O grito que faz brotar a raiva é uma explosão de palavras que acontece, quando todas elas deixaram de fazer sentido.

Escrever é um grito. Um impulso natural das minhas palavras. Só se escreve em solidão, numa simples desconversa, num piscar, numa madrugada de triste insônia.

Uma pausa… silêncio. Um descanso do olhar no teto… suspiro. Nem tudo precisa fazer sentido. Nem tudo que faz sentido existe nas palavras.

Eu escrevo para a solidão. Mas é ela quem escolhe os verbos.

Em silêncio, aguardo o grito das palavras, e cego, traço linhas curvas, sequenciadas, que lidas simulam verdades. O desenho acontece sob os olhos, e nos dedos, um impulso involuntário, quase doido, brinca de escrever, de digitar, de cuspir, ou gritar… PALABRAS.

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2 pensamientos en “Quem escolhe meus verbos

  1. um dos melhores textos seus… eu que, há tempos, acompanho, o vejo como um dos mais autênticos, um grito, um respiro… Vida longa à criação, emoção, à vida que precisa ser vivida até transpirar e virar… palavra!

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