Letra-mão

Dentre as folhas do Grande Sertão: Veredas encontrei de letra-mão, vestigios, sinais do tudo o que aconteceria, a verdade é severa quando se escreve no futuro, como quem escuta dos Deuses e suas brincadeiras…

“Te amar é o abismo e então a través dele – abismo me vejo do outro lado (que não existe : abismo); mergulho na tua pele que não me sente, esbarro na sua sombra que a agua da chuva apaga, e fico então com a chuva na pele e dentro dos olhos, me transformo em chuva (quem sabe assim te molho) e escorro pelas ruas de asfalto pessoas – chuva, me faço labirinto de ti, sempre escorrendo derreto e evaporo de avessos – aí sim você me enxerga porque sou ausência, sou distancia, sou segura sem forma, e você agora terá mãos e terá olhos de chuva mas eu já vapor sou, não existon em insisto em te molhar de mim, e sigo caindo abismo outro abismo porque só se sabe mesmo. E quando você finalmente evapora eu já sou rio.”

N.T.

Caja: 9005 Ticket:  A077892

10/05/2007         11:19:11       Cliente

Gracias por su preferencia

Eram dias do ano 2007 numa cidade chamada La Habana.

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