Projeto Pátria

Benjamín tem hoje quase dois anos e oito meses. O quase é porque ainda não chegou o 6 de dezembro. Daí sim os oitos. Oito, número do infinito sorriso. Cintura rebolando na gíria de um samba. O número que não termina. JAMAIS.

Ese chamaco me regala las más puras, leves  y sinceras declaraciones del amor. Desde la sonrisa así que abre los ojos, y me llamá “papai” y yo, que decirles, me pongo muy feliz. Confieso que al principio hasta le pedí que me llamara de “papá”, y pues él, que ya sabe lo que es ELEGIR, decidió llamarme de essa sua maneira de DIZER.  Después eso no me importó más. Benjamín baja de la cama y desde ya, es todo muy nuevo, deliciosamente infinito.

Benjamín fala muito bem – para a idade – português, e ainda indagador, questiona-me. Agora a palavra é: POR QUÉ?

Ante quase toda colocação me responde:  – Por qué, papai? A maioria das vezes percebo, que tudo o que eu acho, ou penso, ou peço, ou exijo dele são simplesmente vontades minhas, no intuitivo poder de ser humano. De um ser humano sobre o outro. Algumas vezes, recuo, na simplicidade de quem aceita o outro, meu filho, e revejo meu parecer. Outras, tem que “encarnar” o pai, e ele vai ter que obedecer. Cada hora é cada vez. INSTANTES.

Cuando voy a buscarlo a la escuela me gusta verlo unos segundos sin que él perciba que estoy allí. Hay una sublime alegría de saberlo existir. De ver que hay una personita creciendo, mirando, jugando, tocando, corriendo, siendo. Cuando me ve, cuando nos vemos y él corre (a mí también me encantaría correr) y nos agarramos en un abrazo que a mí me parece siempre, un CADA vez, diferente, y la sonrisa abrazándome, haciéndome, creciéndome, tocándome, siendo. FELIZ.

Nesses dias tenho pensado muito nessa experiência que o Benja e eu vivemos, de falarmos nesta mistura de línguas e palabras que viajan de otra vida. Vida-á-deriva. Um pouco neste trânsito de viver/escrever.

Yo le hablo.

Ele me responde.

Ele fala.

Yo respondo.

Eu vivo.

Él vive y me pregunta.

Hago silencio y vivo.

Ele faz silêncio.

VIVIR

mos

nos.

Meu filho não esteve ainda em Cuba. Deve lembrar muito pouco da avó. Não conhece meu pai. Nem a tia dele, Evelyn. Nunca brincou com a Mariam, a filha da minha irmã, minha sobrinha.

Ele não avistou o pôr-do-sol em La Habana. Não correu nas praças sem grades do meu bairro, com cachorros soltos, e outros niños que falam espanhol. Nunca montou num cacharro, como chamamos aqueles carros antigos que todo o mundo já viu em postais cubanas e que em realidade circulam por lá – o Benja pira!

Los otros días, montando bicicleta en el parque, mientras giraba y giraba, entorno a la cancha, se inventaba lugares donde llegar con sus propias fuerzas, sus propios pies. Yo era su cliente, su bicicleta mi taxi. Mi destino, su imaginación. Nuestra realidad. Yo entraba en un sonido en el vehículo y arrancaba. Él pedaleaba y yo, corriendo, lo acompañaba. Reíamos mucho. Y de tantos viajes, me cansé. Pero él no me dejaba, y de nuevo, tuve que pedir un taxi. Siempre, corriendo a su lado. Su destino, Cuba, mi imaginación.

As palabras nascem de nossa relação, de nosso conviver. Crescem dentro dele, na sua específica experiência de viver neste mundo traduzido, também, por meu parecer. Palabras que suspiram em sonhos, em cantos, em histórias de nos inventamos juntos.

E pensando em transformações, viagens e vídeo, imaginei em “fazer acontecer” esse rolé. Um dia, semanas, meses onde ele e eu pudéssemos viver e escrever essa experiência. Vivê-la juntos e ainda, escrevê-la.

Esse dia vai chegar, mi hijo.

…ya verás.

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